Publicado em 10/03/2026 - 18:45 / Clipado em 10/03/2026 - 18:45
Prefeitos Fecham Acordo – Saúde no ABC Vai Mudar!
Redação

Nesta terça-feira (10), a nova presidência da Fundação do ABC (FUABC) realizou sua primeira reunião de alinhamento estratégico com os três prefeitos mantenedores da instituição: Gilvan Ferreira de Santo André, Marcelo Lima de São Bernardo e Tite Campanella de São Caetano. O encontro, liderado pelo presidente Aldemir Humberto Soares e pelo vice Ricardo Carajeleascow, inaugura uma agenda mensal de diagnósticos institucionais. O foco central das discussões foi a regionalização do atendimento, o futuro de gigantes como o Hospital Estadual Mário Covas e o Complexo de Saúde de São Bernardo, além da gestão eficiente de recursos. A meta unânime é transformar o Grande ABC em um modelo nacional de saúde na região, impactando positivamente a qualidade de vida e a economia local.
O Encontro Que Pode Redefinir a Nossa Saúde
Para quem nasceu, cresceu e caminha pelas ruas do Grande ABC, a dependência e a importância do sistema público de saúde são sentidas no dia a dia. Como moradores do ABC, nós conhecemos a angústia de aguardar por exames complexos ou a necessidade de nos deslocarmos entre cidades enfrentando ônibus e trens lotados no transporte público para conseguir um atendimento especializado. A saúde é o termômetro da qualidade de vida de uma metrópole.
Nesta terça-feira, 10 de março de 2026, um passo decisivo foi dado nos bastidores políticos e administrativos para mudar esse cenário. Ocorreu a primeira de uma série de reuniões periódicas entre a nova presidência da Fundação do ABC (FUABC) e os prefeitos das três cidades que fundaram e mantêm a instituição: Gilvan Ferreira (PSDB), prefeito de Santo André; Marcelo Lima (Podemos), prefeito de São Bernardo do Campo; e Tite Campanella (PL), prefeito de São Caetano do Sul.
O encontro foi capitaneado pelo presidente da FUABC, Aldemir Humberto Soares, e pelo seu vice, Ricardo Carajeleascow. Muito mais do que uma foto oficial, essa agenda, que foi uma promessa antecipada ao jornal Diário, marca o início de um diagnóstico profundo sobre as engrenagens que movem a assistência médica na nossa região. A fundação não é apenas uma Organização Social qualquer; ela é a força motriz por trás dos maiores hospitais e centros médicos que nos atendem.
A Tríplice Aliança: O Papel dos Municípios Mantenedores
Para entender o peso dessa reunião, é preciso dar um rápido passo atrás e olhar para o nosso contexto histórico. A Fundação do ABC nasceu no final da década de 1960, em um ato visionário de união entre Santo André, São Bernardo e São Caetano. O objetivo original era criar a Faculdade de Medicina do ABC (atual Centro Universitário FMABC), garantindo que os filhos da classe operária local pudessem se formar em medicina sem precisar migrar para a capital paulista.
Hoje, a FUABC agigantou-se. Ela não apenas forma médicos brilhantes, mas gerencia bilhões de reais em contratos com prefeituras e com o Governo do Estado de São Paulo. Por ser a “dona” da fundação, a responsabilidade legal e moral recai sobre os prefeitos destas três cidades.
Durante a reunião, o prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, destacou exatamente essa responsabilidade. Ele afirmou que a integração entre os municípios mantenedores e a direção da instituição é o que fortalece a governança regional da saúde.
“É muito importante os municípios mantenedores da Fundação se reunirem com o presidente e o vice-presidente. Esses alinhamentos são fundamentais para que possamos seguir garantindo uma gestão eficiente, com resultados, e mantendo a qualidade da saúde no Grande ABC”, declarou Gilvan.
Essa governança significa que os prefeitos não atuarão apenas como observadores distantes, mas como agentes ativos nas tomadas de decisão que ocorrem no Conselho Curador, o órgão máximo da FUABC.
O Diagnóstico Institucional e a Regionalização
O sistema de saúde não obedece às fronteiras invisíveis que separam as nossas cidades. Uma virose não sabe quando sai de São Caetano e entra em São Bernardo. Por isso, o vice-presidente da fundação, Ricardo Carajeleascow, trouxe à tona o tema mais sensível do encontro: o diagnóstico institucional focado na regionalização da saúde.
“Estamos fazendo um diagnóstico e apresentando essas informações aos prefeitos. A partir disso vamos decidindo, em conjunto, o que precisa ser mudado e quais atitudes devem ser tomadas para que a FUABC cresça cada vez mais. A regionalização da saúde foi um dos principais temas discutidos hoje, porque a Fundação está no centro desse sistema que atende praticamente todo o ABC”, explicou Carajeleascow.
Mas o que significa “regionalização da saúde” na prática? Significa acabar com a redundância e a falta de comunicação entre as redes municipais. Se um hospital em Santo André tem excelência e vagas sobrando em oncologia, enquanto uma UPA em Mauá ou Ribeirão Pires tem pacientes necessitando desse tratamento urgente, a regionalização permite que esse paciente cruze a fronteira municipal e seja atendido rapidamente, utilizando os mesmos protocolos geridos pela FUABC. É a inteligência administrativa salvando vidas.
Mas afinal, como isso afeta meu bolso?
Sempre que o poder público anuncia reuniões de cúpula, diagnósticos e alinhamentos estratégicos, a linguagem corporativa pode parecer distante da realidade do trabalhador. É dever do jornalismo pragmático traduzir essas ações. “Mas afinal, como isso afeta meu bolso?”. A gestão da FUABC tem um impacto financeiro direto na vida de cada família da região.
Entenda o efeito financeiro prático:
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Redução da Dependência de Planos de Saúde Privados: Os planos de saúde corporativos e individuais sofrem reajustes anuais abusivos, muitas vezes esmagando a economia local das famílias de classe média. Se a gestão unificada dos prefeitos (Gilvan Ferreira, Marcelo Lima e Tite Campanella) transformar o atendimento público em um modelo de excelência sem filas intermináveis, milhares de moradores do ABC poderão abrir mão das mensalidades caríssimas dos convênios médicos, injetando esse dinheiro poupado no comércio da sua cidade.
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Menos Faltas ao Trabalho (Absenteísmo): Aguardar meses por uma cirurgia eletiva ou passar 12 horas em um pronto-socorro lotado significa dias não trabalhados e perda de produtividade. Uma saúde pública ágil devolve o trabalhador para a sua rotina rapidamente, protegendo a sua renda e o faturamento das pequenas empresas da região.
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Economia com o Transporte Público: Hospitais regionais bem equipados e geridos pela FUABC evitam que o paciente tenha que pegar múltiplos ônibus intermunicipais ou trens da CPTM (gastando altas tarifas de transporte público) para buscar socorro em hospitais da capital paulista. O atendimento perto de casa poupa tempo e dinheiro de passagens.
Os Gigantes da Saúde Sob o Comando da Fundação
Para dimensionar o desafio que o presidente Aldemir Humberto Soares e os prefeitos enfrentam, precisamos listar a envergadura dos equipamentos de saúde que estiveram na pauta desta terça-feira. A FUABC não administra apenas postinhos de bairro; ela é a guardiã de verdadeiros colossos hospitalares.
Principais Equipamentos em Pauta:
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Hospital Estadual Mário Covas (Santo André): Construído sobre o antigo e famoso “esqueleto” abandonado, hoje é um hospital de nível terciário, referência absoluta em casos de alta complexidade e oncologia no Grande ABC, operado por um contrato massivo com o Governo do Estado de São Paulo.
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Complexo de Saúde de São Bernardo: Uma rede interligada de equipamentos gigantescos que garantem a cobertura de urgência e internação para a maior cidade da região em número de habitantes.
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FMABC (Faculdade de Medicina do ABC): A joia da coroa. Além de ser o braço acadêmico (mantida pela fundação), atua fortemente na pesquisa clínica e possui ambulatórios próprios que prestam atendimento à população de baixa renda.
“Estamos cumprindo uma proposta de trabalho que foi feita, inclusive combinada com os prefeitos, de realizar reuniões periódicas. O importante é que haja uma discussão mais próxima. Falamos sobre os desafios da Fundação, sobre o que estamos tentando melhorar e também pedimos apoio naquilo que eles podem contribuir para que possamos acelerar processos. A FUABC requer um novo patamar e estamos buscando isso com o apoio dos três prefeitos”, cravou o presidente Aldemir Soares.
Tabela de Governança Regional: Os Atores do Encontro
Para ilustrar de forma clara quem são os agentes públicos e institucionais que decidirão o futuro dos seus hospitais nos próximos anos, preparamos o quadro abaixo:
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Liderança |
Cargo Ocupado |
Município ou Instituição |
Representação / Partido |
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Gilvan Ferreira |
Prefeito Municipal |
Santo André |
PSDB |
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Marcelo Lima |
Prefeito Municipal |
São Bernardo do Campo |
Podemos |
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Tite Campanella |
Prefeito Municipal |
São Caetano do Sul |
PL |
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Aldemir H. Soares |
Presidente Institucional |
Fundação do ABC (FUABC) |
Diretoria Executiva |
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Ricardo Carajeleascow |
Vice-Presidente |
Fundação do ABC (FUABC) |
Diretoria Executiva |
Um Modelo Para o Brasil: A Ambição de São Bernardo
O alinhamento entre as prefeituras visa não apenas a manutenção do que já existe, mas uma elevação da régua de qualidade. O prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima, foi contundente ao afirmar que a aproximação atual não é “apenas discurso” ou mera formalidade política. Há uma meta ambiciosa de tornar o sistema local uma vitrine nacional.
Segundo o prefeito do Podemos, a permanente discussão e o diálogo com a direção da fundação são peças-chave para transformar a crise em oportunidade.
“Hoje estamos discutindo a maior integração das cidades ao lado da direção da FUABC. Esses encontros e essa proximidade maior entre os municípios e a direção da FUABC não são apenas discurso. Todos nós aqui estamos envolvidos e preocupados com toda a região, em manter a melhor saúde pública, e tendo a convicção de que a Fundação do ABC pode, sim, entregar uma saúde pública modelo para o ABC, para as cidades que estão sendo servidas por ela, ao mesmo tempo virando modelo para o Brasil”, declarou Marcelo Lima.
A ambição de virar “modelo para o Brasil” não é impossível. O Grande ABC possui o polo industrial, a densidade demográfica e a capacidade acadêmica (via FMABC) necessários para criar um ecossistema de saúde na regiãototalmente autossuficiente e inovador.
Conclusão e Próximos Passos
A primeira reunião oficial desta terça-feira (10) encerra um longo período de distanciamento histórico que, por vezes, marcou a relação entre o conselho curador da FUABC e os chefes do Executivo municipal. A promessa de que esses encontros se tornarão mensais indica que os contratos, as licitações e a qualidade do atendimento prestado nos hospitais passarão por uma lupa constante e rigorosa.
A regionalização da saúde deixou de ser uma promessa de campanha eleitoral para se tornar uma pauta técnica de gestão compartilhada. Para os moradores do ABC, que aguardam por cirurgias, exames e consultas, a mensagem que ecoa do Paço é de esperança fundamentada.
Continuaremos acompanhando de perto os próximos encontros desta comissão e cobrando para que o diagnóstico apresentado por Carajeleascow e Aldemir Soares se converta em médicos nos consultórios, remédios nas farmácias e dignidade nos corredores dos nossos hospitais. A união de Gilvan Ferreira, Marcelo Lima e Tite Campanella prova que a saúde pública só funciona quando as vaidades políticas são deixadas de lado em prol da comunidade.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que é a Fundação do ABC (FUABC)?
A Fundação do ABC é uma Organização Social de Saúde (OSS) filantrópica, criada em 1967 pelos municípios de Santo André, São Bernardo e São Caetano. Ela é responsável pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e por gerenciar dezenas de hospitais, UPAs e centros de saúde em toda a região e no Estado de São Paulo.
2. Qual foi o motivo da reunião desta terça-feira (10)?
O encontro inédito teve como objetivo apresentar aos prefeitos mantenedores um diagnóstico atual e o panorama da instituição. A pauta incluiu o alinhamento de decisões estratégicas, a avaliação dos contratos com o Governo do Estado e o fortalecimento da regionalização da saúde no Grande ABC.
3. Quem participou do encontro oficial da FUABC?
A reunião contou com a presença do presidente da FUABC, Aldemir Humberto Soares, e do vice-presidente, Ricardo Carajeleascow. Representando as cidades mantenedoras, estiveram presentes os prefeitos Gilvan Ferreira (Santo André), Marcelo Lima (São Bernardo) e Tite Campanella (São Caetano).
4. Quais são os principais hospitais gerenciados pela FUABC na nossa região?
A fundação administra complexos vitais para a população, com destaque para o Hospital Estadual Mário Covas (em Santo André), o Complexo de Saúde de São Bernardo, além da rede de ambulatórios pertencentes à própria Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).
5. Qual é o papel dos prefeitos (municípios mantenedores) nas decisões da Fundação?
Como as prefeituras do ABC fundaram a instituição, elas possuem poder de voto e decisão dentro do Conselho Curador, que é o órgão máximo da FUABC. A integração frequente dos prefeitos garante que os problemas enfrentados pela população nos postos e hospitais municipais sejam resolvidos com maior rapidez e eficiência administrativa.
Fontes e Referências
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Fundação do ABC – Portal Oficial Transparência Institucional: www.fuabc.org.br
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Governo do Estado de São Paulo – Secretaria de Saúde: www.saopaulo.sp.gov.br
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Centro Universitário FMABC – Histórico e Extensão Comunitária: www.fmabc.br
https://www.abctudo.com.br/prefeitos-fecham-acordo-saude-no-abc-vai-mudar/
Veículo: Online -> Site -> Site ABC Tudo - ABC/SP
Seção: São Caetano