Publicado em 13/02/2026 - 20:27 / Clipado em 13/02/2026 - 20:27
O novo destino do irmão de Michelle Bolsonaro
POR REDAÇÃO
A trajetória política de Diego Torres Dourado, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, acaba de ganhar um novo e lucrativo capítulo no ABC Paulista.
Apenas dois meses após deixar o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) alegando esgotamento mental, Torres foi nomeado para um cargo estratégico na prefeitura de São Caetano do Sul.
O movimento, no entanto, parece ser apenas o primeiro passo de uma engrenagem maior que envolve o clã Bolsonaro e as eleições para o Senado.
Na prefeitura comandada por Tite Campanella (PL), Torres assume o posto de Diretor de Parcerias e Transferências Intergovernamentais.
A troca foi vantajosa para o bolso: o salário saltou de R$ 22,6 mil (no Estado) para R$ 26,8 mil.
Além do aumento, a logística pesou na decisão: morador da zona sul da capital, o trajeto para São Caetano é mais curto e menos desgastante do que as idas diárias ao Palácio dos Bandeirantes, permitindo que ele acompanhe de perto a rotina escolar dos filhos de 5 e 6 anos.
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De assessor a suplente de luxo
Apesar da nova função, Torres já admite que sua permanência no ABC tem data de validade. Em entrevista ao portal Metrópoles, ele confirmou que as conversas para se tornar o primeiro suplente de Michelle Bolsonaro na disputa pelo Senado no Distrito Federal estão avançadas.
“É a minha cidade natal, o estado que eu amo”, declarou. Caso a chapa seja oficializada, ele precisará se desincompatibilizar do cargo comissionado três meses antes do pleito.
A manobra é vista como uma forma de manter a influência da família em Brasília, ao mesmo tempo em que Torres utiliza a experiência acumulada sob a gestão de Tarcísio para fortalecer a prefeitura de São Caetano, funcionando como uma “ponte” direta com o governador.
Fogo amigo e crise no PL
A chegada do irmão de Michelle ocorre em um momento de ebulição política na cidade. Uma CPI na Câmara Municipal investiga dívidas da gestão do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), pai de um dos principais aliados de Tarcísio na Alesp, Thiago Auricchio.
O racha é evidente: a investigação conta com o apoio de parte da bancada do PL, o que tensiona a relação entre o atual prefeito Campanella e o grupo dos Auricchio.
Com Diego Torres no tabuleiro, a gestão municipal espera não apenas reforçar o caixa, mas também garantir uma blindagem política vinda diretamente da cúpula bolsonarista.
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