Publicado em 31/10/2025 - 18:20 / Clipado em 31/10/2025 - 18:20
Em São Bernardo, Volkswagen assina pacote de crédito de R$ 2,3 bi com BNDES
Segundo a montadora, todo automóvel desenvolvido na América do Sul a partir de 2026 terá versões eletrificadas
Beatriz Mirelle
A Volkswagen realizou, nesta sexta-feira (31), a assinatura de protocolo de investimentos de R$ 2,3 bilhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e confirmou que a produção do primeiro veículo com a Plataforma MQB37 será na fábrica Anchieta, na região, com sistema de propulsão HEV flex, que utiliza tanto motor a combustão (gasolina ou etanol) quanto motor elétrico. A montadora anunciou ainda que todo automóvel desenvolvido na América do Sul a partir de 2026 terá versões eletrificadas.
O evento em São Bernardo contou com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o presidente do banco investidor, Aloizio Mercadante. O valor será direcionado para estreia de modelos em todas as modalidades possíveis (híbridos leves, híbridos e híbridos plug-in). O aporte também inclui o desenvolvimento de tecnologias de ADAS (Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor, em português) e de conectividade.
“Os R$ 2,3 bilhões, viabilizados pelo BNDES, aceleram a transição energética e tecnológica da Volkswagen do Brasil. Atuamos para impulsionar a indústria nacional, que desenvolve e produz carros aqui, gerando empregos e acelerando a economia”, comenta o presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom.
NA AMÉRICA LATINA
A montadora destacou que vai investir R$ 20 bilhões nas ações da América do Sul até 2028, com 21 novos veículos (10 já lançados). Desse total, serão R$ 16 bilhões apenas no Brasil, com 17 automóveis no País, dos quais oito já estão disponíveis (Novo T-Cross, Nova Amarok, Novo Nivus, Nivus GTS, Tera, Golf GTI, Novo Jetta GLI e Novo Taos).
“O apoio do BNDES à inovação de empresas brasileiras está no cerne da política industrial do governo do presidente Lula. Uma indústria mais inovadora, capaz de desenvolver tecnologias aliadas à descarbonização no setor automotivo é uma indústria que olha para o futuro. O futuro é a transição energética”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Já o vice-presidente da República destaca que essas ações são uma forma de colocar a engenharia brasileira no mundo. “São inovações que trazem segurança e uma indústria verde, com carros híbridos flex. Estamos às vésperas da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima ). Ninguém no mundo tem 30% de etanol na gasolina, 80% da frota flex e 15% de biodiesel. O Brasil será um grande protagonista.”
AGENDA
Ainda nesta sexta, Alckmin participou, em São Caetano, do lançamento do novo núcleo do PEIEX (Programa de Qualificação para Exportação) no Grande ABC e na Baixada Santista.
O objetivo é capacitar 2.425 empresas até 2027, o maior número da história do PEIEX no estado. O investimento total da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) é de R$ 21 milhões. O foco é setores de alimentos e bebidas, moda, móveis, máquinas e equipamentos e tecnologia da informação.
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: Setecidades