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Publicado em 15/04/2026 - 10:36 / Clipado em 16/04/2026 - 10:36

Pesquisa revela aspectos da insegurança alimentar em favelas


 Insegurança alimentar na periferia • Por que a inovação demora para chegar ao SUS? • E MAIS: doenças hepáticas; vacinação em aldeias; catarata; violência de gênero •

 

Por Gabriel Brito e Glauco Faria

 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Desiderata entrevistou 900 famílias de favelas de diferentes estados brasileiros a fim de investigar sua condição alimentar. O trabalho constatou que cerca de 60% da população de favelas ainda convive com insegurança alimentar, isto é, a incerteza de ter acesso a três refeições diárias.

O inquérito também apurou que a escola é um aliado fundamental da garantia deste direito fundamental, uma vez que cerca de 53% das crianças que vivem em favelas fazem suas refeições na escola. No entanto, a qualidade da alimentação varia de acordo com cada localidade.

A pesquisa ainda revelou outros pontos sensíveis no acesso à alimentação da parcela mais miserável da população: 89% das casas pesquisadas têm uma mulher como responsável pela alimentação. Além disso, a qualidade do que se come é outro fator importante, uma vez que o consumo de ultraprocessados se ampliou nesta fatia da população, tendo como fatores essenciais o preço elevado da comida in natura e a falta de oferta de mercados que comercializam alimentos mais saudáveis.

 

O abismo tecnológico: por que a inovação chega mais devagar ao SUS

Embora a tecnologia tenha avançado nos últimos anos e se tornado essencial para diversos setores da medicina, ela ainda não é acessível para todos, e ampliar o seu alcance segue como desafio no Brasil.

“A tecnologia chega gradualmente, mas sua introdução é mais lenta no SUS, o que se explica pela desigualdade de distribuição de recursos. Nosso sistema público é universal, mas subfinanciado em tudo o que pretende oferecer”, pontua o presidente dos Conselhos dos Institutos de Radiologia (InRad) e de Inovação (InovaHC) do Hospital das Clínicas, Giovanni Guido Cerri, em artigo no The Conversation.

Ele aponta que cerca de 55% do total investido em saúde beneficia apenas 25% da população, que tem acesso ao setor privado, enquanto os 45% restantes atendem a 75% dos brasileiros, que dependem do sistema público. Além de problemas estruturais, existe o problema da formação médica, já que as universidades devem ser pilares de inovação, verdadeiros centros de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia e de produtos que possam contribuir para melhorar a saúde da população. “O investimento em instituições de qualidade é, por isso mesmo, estratégico”, ressalta.

 

• Doença hepática metabólica

Após crescer 143% em três décadas, a doença hepática metabólica pode ter outro salto e atingir 1,8 bilhão de pessoas até 2050. Envelhecimento populacional e excesso de gorduras na alimentação seriam as causas do avanço da condição. Entenda

 

• Vacinação em aldeias

Em evento no Acre, Lucinha Tremembé, secretária de Saúde Indígena, anunciou a campanha de vacinação dos povos originários para o mês de abril. A ação ocorrerá entre 25 de abril e 25 de maio, visa atingir os 34 distritos de saúde indígenas do país e estima aplicar 89 mil doses. Leia nota oficial

 

• Cirurgia de catarata

O brasileiro João Marcello Fortes Furtado publicou artigo no qual conclui que o acesso a cirurgia de cataratas, maior causa de cegueira evitável no mundo, não alcançará os objetivos da OMS para 2030. Apesar de simples e eficaz, o acesso ao procedimento irá reproduzir desigualdades globais em saúde. Por quê?

 

• IA identifica violência de gênero?

Está em fase de análise pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo um chatbot desenvolvido pela Unifesp para auxiliar profissionais de saúde a perceberem sinais de violência em pacientes do SUS, em especial população LGBT+. Como funciona?

 

https://outraspalavras.net/outrasaude/pesquisa-revela-aspectos-da-inseguranca-alimentar-em-favelas/

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