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Site Brasil 247

Publicado em 26/08/2026 - 13:38 / Clipado em 26/08/2026 - 13:38

Alexandre Ramos ficou desempregado na pandemia e voltou para o negócio cafeeiro de seis gerações da família, levou torrefação e controle de qualidade para dentro da Fazenda Cachoeira, e hoje produz 300 sacas por ano em 12 hectares em Porciúncula


A busca por novos caminhos profissionalmente levou um engenheiro químico a transformar um momento crítico em oportunidade renovada. Ao reencontrar as tradições no campo, ele fortaleceu a tradição familiar e impulsionou o cultivo sustentável de café no interior do estado.
 

Como Alexandre Ramos transformou a crise em recomeço?

A perda do emprego durante a pandemia motivou Alexandre Ramos a retornar diretamente às suas raízes rurais. Formado em Engenharia Química pela UFRJ, ele redefiniu sua trajetória ao dedicar sua energia à cafeicultura familiar mantida na propriedade agrícola.

Essa transição permitiu unir conhecimentos acadêmicos à prática diária no meio rural com bastante dedicação. O reencontro com a terra abriu portas para um modelo produtivo focado na excelência dos grãos e na valorização constante do trabalho no campo.

 

Qual é a história por trás da Fazenda Cachoeira?

A Fazenda Cachoeira está localizada no distrito de Santa Clara, situado na cidade fluminense de Porciúncula. A propriedade abriga uma história secular mantida viva pela mesma família ao longo de seis gerações sucessivas dedicadas ao cultivo de produtos de alta qualidade.

A ligação histórica começou com Manduca, imigrante de Portugal que deu origem ao nome da marca atual. Essa herança cultural e agrícola perpetua o compromisso da família com a terra, fortalecendo a identidade local e mantendo acesa a memória dos antepassados.
 

Como funciona a produção do Café Manduca?

Atualmente, a produção ocupa uma área de 12 hectares, onde são colhidas cerca de 300 sacas anuais. As práticas adotadas garantem a convivência harmoniosa do cultivo com a Mata Atlântica, resultando em uma colheita totalmente agroecológica e sustentável.

A atenção dispensada em cada etapa do processo garante um produto artesanal de sabor singular. A gestão cuidadosa das lavouras assegura a preservação do meio ambiente e reafirma o valor das pequenas propriedades no mercado atual.

Alguns aspectos fundamentais caracterizam o sistema produtivo da fazenda:

    Cultivo concentrado em área delimitada de doze hectares.
    Processo artesanal que respeita o ecossistema local.
    Colheita anual estimada em trezentas sacas de grãos.

 

De que maneira o produto atinge os consumidores?

A participação em eventos agroindustriais promovidos por entidades como o CREA-RJ aproxima os produtores dos compradores finais. Essa venda direta elimina intermediários comerciais, permitindo um contato mais humano e transparente na comercialização de alimentos de origem familiar.

Durante a Feira dos Sabores, o estande atrai apreciadores e profissionais de diversas áreas interessados no sabor regional. O diálogo com clientes fortalece a imagem do negócio e demonstra o impacto positivo da inovação aliada à tradição no campo.

As vantagens dessa aproximação direta englobam os seguintes fatores:

    Valorização do produto sem custos adicionais de intermediários.
    Relacionamento próximo e direto entre produtor e consumidor final.
    Apresentação da história e da qualidade do grão aos clientes.

Desempregado durante a pandemia, Alexandre Ramos voltou ao café de seis gerações da família, levou torrefação e controle de qualidade para a Fazenda Cachoeira e chegou a produzir 300 sacas por ano em apenas 12 hectares
A transição da cidade para o campo transformou a crise da pandemia em um recomeço de sucesso na cafeicultura.
 

Qual é o impacto dessa trajetória no agronegócio?

A trajetória na Fazenda Cachoeira serve de inspiração para empreendedores rurais que enfrentam momentos de instabilidade econômica. A fusão do conhecimento científico com a sabedoria familiar demonstra caminhos viáveis para o desenvolvimento sustentável de pequenas propriedades agrícolas.

O sucesso da empreitada reafirma o protagonismo das famílias do campo no fortalecimento da economia regional. Ao unir o passado às novas exigências do mercado, constrói-se um modelo duradouro para o futuro do agronegócio nacional e para o trabalho rural.

 

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