Publicado em 24/09/2026 - 19:20 / Clipado em 24/09/2026 - 19:20
Auricchio silencia sobre repercussão no STF e revive episódio de 2021 em São Caetano
Redação

Ex-prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior (PSD) adotou o silêncio público diante das recentes repercussões no Supremo Tribunal Federal envolvendo a atuação de escritórios de advocacia em Brasília e o nome da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
A relação do tucano com a banca da família Barci de Moraes não é nova. É pública e está registrada nos autos da Justiça Eleitoral. Viviane integrou a defesa de Auricchio no processo que questionava sua candidatura nas eleições municipais, ligado à condenação por captação ilícita de doação na campanha de 2016.

Em 16 de dezembro de 2021, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu, por unanimidade, o recurso do então prefeito eleito e autorizou sua posse no quarto mandato. Na sessão, o ministro Alexandre de Moraes declarou-se impedido de votar, justamente em razão da atuação da esposa na defesa do candidato.
O expediente se repetiu, em outro contexto, nesta semana. Moraes voltou a se declarar impedido, agora no STF, em ação que cita Viviane Barci e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, epicentro do debate nacional sobre contratos de escritórios ligados a familiares de ministros e tramitação de processos em Brasília. O caso foi redistribuído ao ministro Luiz Fux.
Em São Caetano, o silêncio de Auricchio é lido nos bastidores como cautela. Qualquer declaração pública, mesmo genérica, reabriria o capítulo jurídico que marcou o início de seu último mandato: candidatura contestada, recurso no TSE, posse tardia e o impedimento explícito de um ministro do Supremo porque a mulher atuava na defesa do prefeito eleito.

Veículo: Online -> Site -> Site News ABC Post
Seção: São Caetano