Publicado em 15/09/2026 - 18:15 / Clipado em 15/09/2026 - 18:15
Eleitorado com deficiência cresce 31% no ABC entre 2022 e 2026
O número de eleitores com deficiência no ABC cresceu 31% entre as eleições de 2022 e 2026. De 16.735 saltou 22.010 pessoas aptas a votar, de acordo com levantamento feito pelo Repórter Diário nesta terça-feira (15/9), com base nos dados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O aumento representa 5.275 novos eleitores com deficiência (PCD) na região no período.
A expansão do eleitorado com deficiência no ABC acompanha o cenário nacional apontado pelo TSE. Em todo o Brasil, o número desse grupo cresceu 42% entre as eleições de 2022 e 2026.
O crescimento foi registrado nas sete cidades da região, mas em proporções diferentes. Rio Grande da Serra apresenta a maior alta percentual, enquanto São Caetano teve o menor aumento no período. Veja os números por município:

Deficiência auditiva
Entre os grupos detalhados pelo TSE, o número de eleitores com deficiência auditiva passou de 1.195 para 1.914 no ABC, aumento de 60%.
Santo André apresenta o maior crescimento proporcional, de quase 85%, enquanto São Bernardo teve o maior acréscimo em números absolutos, com 193 eleitores a mais.
Veja o detalhamento por município:

Deficiência visual
O eleitorado com deficiência visual também apresenta crescimento. O ABC passou de 1.670 eleitores nessa categoria, em 2022, para 2.647 em 2026, aumento de 58%.
Mauá teve a maior alta proporcional, de 82%, enquanto São Bernardo registrou o maior crescimento absoluto, com 312 novos eleitores.
Veja o recorte por cidade:

Deficiência de locomoção
A deficiência de locomoção reúne o maior número de eleitores entre as categorias detalhadas. Na região, o total passou de 5.849 para 6.938, aumento de 18,62%.
Mauá teve a maior alta proporcional, de 30%. São Caetano foi a única cidade do ABC a apresentar redução de eleitores PCD, de 6%.
O levantamento registra os seguintes números por município:

Dificuldade de exercício do voto
O grupo de eleitores que declararam dificuldade para exercer o voto passou de 914, em 2022, para 1.058, em 2026, aumento de 15% no ABC.
Mauá apresenta o maior crescimento proporcional, de 19%, enquanto São Caetano, Santo André e Ribeirão Pires registraram redução.
Na divisão por cidade, o levantamento aponta:

Os dados disponibilizados pelo TSE também apresentam eleitores com deficiência sem especificação do tipo de deficiência, classificados como “outros”. Por isso, a soma das categorias detalhadas acima não corresponde ao total de pessoas com deficiência registrado em cada município.
Eleitorado geral
Apesar do aumento do número de eleitores com deficiência, o eleitorado geral do ABC apresenta redução de 2% entre 2022 e 2026. O número passou de 2.151.530 para 2.108.601 eleitores.
São Caetano foi a única cidade da região a registrar crescimento do eleitorado geral, com aumento de 0,91%. Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires tiveram as maiores reduções proporcionais, de 5,60% e 5,63%, respectivamente.
Distribuição entre as cidades:

Acessibilidade
Além da expansão das seções acessíveis, a Justiça Eleitoral disponibiliza recursos para facilitar a votação de pessoas com deficiência. A urna eletrônica conta com sistema de áudio para pessoas com deficiência visual, teclado em braile, identificação tátil nas teclas e compatibilidade com tecnologias assistivas.
Em entrevista ao RD, o cientista político Nilton Tristão destaca o avanço tecnológico das urnas e as medidas de acessibilidade como fatores que ampliam a participação de pessoas com deficiência no processo eleitoral. “O aprimoramento da urna possibilita que, por exemplo, pessoas com deficiência visual tenham uma possibilidade maior de votar e outros tipos de limitações também. É um conjunto de coisas em um processo de inclusão”, afirma.
De acordo com Tristão, as mudanças também alcançam a estrutura dos locais de votação. “A legislação e a construção dos espaços têm incorporado mecanismos de acessibilidade, para possibilitar que o cadeirante tenha a possibilidade, tenha a chance de entrar, ter acesso à sala de aula com maior facilidade”, explica.
A gestão física e estrutural dos imóveis não compete diretamente à Justiça Eleitoral. Os prédios são, em sua maioria, pertencentes a redes públicas de ensino ou a parceiros privados. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e as zonas eleitorais realizam vistorias nos locais de votação.
No dia da eleição, mesmo sem ter feito solicitação prévia, o eleitor pode informar à mesária ou ao mesário que necessita de algum recurso de acessibilidade. A Justiça Eleitoral avaliará as possibilidades de atendimento.
O eleitor também pode contar com a ajuda de uma pessoa de confiança quando a presença do acompanhante for indispensável para a votação. O acompanhante não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido político ou de coligação. Com autorização da presidência da mesa receptora de votos, o acompanhante poderá entrar na cabine e digitar os números na urna eletrônica.
Veículo: Online -> Site -> Site Repórter Diário - Santo André/SP
Seção: Cidades