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Publicado em 05/09/2026 - 08:21 / Clipado em 05/09/2026 - 08:21

Candidatas ao Senado, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis têm irmão e filho como suplentes


POR REDAÇÃO

 

As candidatas ao Senado Federal pelo PL no Distrito Federal, a deputada federal Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, registraram suas candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazendo familiares diretos como primeiros suplentes de suas chapas.

A definição coloca o filho da deputada, o engenheiro Samuel Kicis de Sordi, e o irmão de Michelle, Diego Torres Dourado, nas vagas com prioridade imediata para substituição das titulares. Na legislação eleitoral brasileira, cada candidatura ao Senado é composta por um titular e dois suplentes eleitos na mesma chapa. O primeiro suplente assume o mandato em situações de afastamento ou vacância previstas em lei, enquanto o segundo só é acionado caso o primeiro não possa ocupar o cargo.

A escolha do PL difere da composição adotada por outras candidaturas ao Senado no Distrito Federal. A deputada federal Erika Kokay (PT), da coligação DF do Povo, registrou a presidente do PSOL-DF, Giulia Tadini, como primeira suplente, e Samuel Domingues (PT) como segundo. Já a senadora Leila Barros (PDT) definiu o advogado Raphael Sodré (Rede) para a primeira suplência e a advogada Tetê Monteiro (PSOL) para a segunda.
 

Atuação e histórico dos suplentes

Samuel Kicis de Sordi é engenheiro e possui histórico de atuação na estrutura partidária conduzida pela mãe. Em 2019, quando Bia Kicis exercia a presidência do antigo PSL no Distrito Federal, Samuel foi nomeado tesoureiro-geral da legenda. Na ocasião, ele morava em Lima, no Peru, onde trabalhava como consultor contábil. Sete anos depois, volta a integrar a organização política de Bia Kicis, ocupando a primeira suplência na corrida ao Senado.

Diego Torres Dourado, irmão de Michelle Bolsonaro por parte de pai, também acumula experiência em cargos de confiança na administração pública. Em janeiro de 2023, foi nomeado assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no Palácio dos Bandeirantes, com remuneração mensal de aproximadamente R$ 22,6 mil. Ele deixou o posto no governo paulista em novembro de 2025.

Em fevereiro deste ano, Diego voltou a exercer cargo público ao ser nomeado diretor do Departamento de Parcerias e Transferências Intergovernamentais na Prefeitura de São Caetano do Sul, gerida pelo prefeito Tite Campanella (PL). O cargo apresenta salário-base de R$ 26.799,11 e a nomeação ocorreu poucos meses antes do registro de sua candidatura como primeiro suplente de Michelle.

 

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Seção: Cidades