Publicado em 22/08/2026 - 08:42 / Clipado em 22/08/2026 - 08:42
Tite Campanella lamenta fechamento de unidades das Casas Bahia
Redação
O chefe do Executivo já vem alertando há algum tempo sobre um projeto de empobrecimento das cidades.

Passando por uma forte crise financeira, as Casas Bahia anunciou na semana passada prejuízo de R$ 10,1 bilhões e o fechamento de 298 lojas, resultando na demissão de cerca de 2.000 funcionários em todo o Brasil. Inaugurada em 1957 em São Caetano do Sul, onde a primeira loja física funciona até hoje, a notícia caiu como uma bomba, surpreendendo a todos. Durante a entrega das novas viaturas da frota de Segurança do município, realizado na última quinta-feira (20), o prefeito Tite Campanella (Republicanos) falou com a reportagem do Portal ABC News sobre o assunto.
Alertando há algum tempo sobre um projeto de empobrecimento das cidades, o chefe do Executivo lamentou o fechamento de lojas da Varejista durante a. “As Casas Bahia tem uma política de segurar muito o seu vendedor e de ter a sua clientela. Isso nos entristece e nos chateia. Mas não é só as Casas Bahia. É uma série de empresas que estão entrando em recuperação judicial. Isso faz parte, obviamente, de uma política que não favorece o empreendedorismo no Brasil”, comentou o mandatário.
Tite Campanella disse ainda que o fechamento dessas lojas preocupa. “Prefeitura não gera dinheiro. Quem gera dinheiro é empresário e trabalhador. Eles quem geram riquezas, que se transformam em impostos e que vem para a Prefeitura, Governo do Estado e União e a gente pode propor os serviços e projetos. Mas não criamos dinheiro. O Governo Federal ainda inventa dinheiro. Pode emitir dinheiro e fazer mais inflação. Claro que a gente depende da atividade econômica para que possamos ter arrecadação e faturamento das cidades. Então, claro que preocupa”, alertou o prefeito.
Segundo ele, está cada vez mais difícil o empresário manter o seu negócio no Brasil. “É uma política que através da enorme burocracia que se cria e legislação trabalhista tem dificultado a vida do empreendedor. O Juiz suspendeu as demissões das Casas Bahia. A empresa está pré-falimentar e agora é obrigada a ficar com os funcionários e pagando os salários. É absurda uma decisão dessas. Para ver como é um ambiente de negócios no Brasil. Como ele é complicado e difícil. Quem empreende no Brasil é um herói. Tem que ter um busto em praça pública. Volto a repetir. É um projeto de empobrecimento das cidades e das pessoas para que todo mundo viva de benefícios sociais e eles continuem mandando no país. Obviamente é isso”, afirmou.
Apesar do berço das Casas Bahia ser São Caetano do Sul, Tite Campanella explicou que a Varejista não contribui tributariamente para a cidade. “Quando as Casas Bahia faz o depósito em Jundiaí, um dos acordos que eles fizeram foi de transferir toda a arrecadação tributária para lá. A matriz tributária das Casas Bahia fica em Jundiaí. Então, todo o imposto que cada loja vende acaba sendo recolhido na cidade de Jundiaí. Nesse sentido, não nos atrapalha. O que nos atrapalha são pontos fechados e funcionários desempregados”, finalizou.
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Seção: São Caetano