Publicado em 30/07/2026 - 19:26 / Clipado em 30/07/2026 - 19:26
Metalúrgicos iniciam campanha salarial na GM, em São Caetano, com pedidos de reajuste e ampliação de benefícios
Redação
Assembleia aprovou reivindicações que incluem reposição da inflação, aumento real, mudanças no plano de saúde e vale-alimentação de R$ 1.200
Os trabalhadores da GM (General Motors), em São Caetano, deram início à campanha salarial de 2026 após aprovarem, em assembleia realizada ontem, a pauta de reivindicações que será apresentada à montadora. O documento, elaborado pelo Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, reúne reivindicações econômicas e sociais. Entre elas, a reposição integral da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mais 3,5% de aumento real, e vale-alimentação de R$ 1.200.
O percentual final de reajuste ainda será definido, já que o índice referente ao período de setembro de 2025 a agosto de 2026 será divulgado apenas no fim de agosto. Segundo o presidente da entidade sindical, Aparecido Inácio da Silva, conhecido como Cidão, cerca de 7.200 trabalhadores participam da campanha salarial e das negociações do acordo coletivo.
A pauta inclui também atualização do piso salarial, antecipação de metade do 13º salário para fevereiro de 2027, unificação do plano de saúde para todos os empregados e manutenção do convênio para filhos maiores de 18 anos com deficiência intelectual, cognitiva ou neurodivergência.
Os trabalhadores reivindicam o pagamento das horas destinadas ao acompanhamento de filhos em consultas médicas, além da remuneração de dois dias de ausência para empregados vítimas de assalto ou furto. Durante a assembleia, o presidente do sindicato justificou o pedido. “Às vezes, o trabalhador é assaltado, precisa faltar ao serviço e a empresa não paga por esse dia que ele perde.”
A pauta ainda prevê aumento do adicional noturno para 30%, redução do tempo de progressão salarial de 72 para 60 meses, diminuição do intervalo entre os chamados “steps” de seis para três meses, renovação das cláusulas econômicas e sociais do atual acordo coletivo e autorização para instauração de dissídio coletivo caso as negociações não avancem.
A pauta será entregue à direção da GM para o início das negociações. Cidão destacou a importância da participação da entidade no processo. “Se não é o sindicato a fazer essa discussão e abrir esse processo, os trabalhadores ficam ‘a ver navios’. Não conseguem atingir os objetivos sem essa participação efetiva.”
O sindicato informou que, neste momento, não há previsão de uma nova edição do PDV (Programa de Demissão Voluntária). No entanto, a entidade negocia com a montadora a possibilidade de abertura de uma nova rodada, principalmente para trabalhadores com restrições médicas interessados em aderir ao programa.
“Estamos pedindo a liberação de alguma verba porque tem muitos trabalhadores com restrição médica que pretendem sair pelo programa”, afirmou o presidente. Segundo ele, o PDV foi adotado como alternativa às demissões compulsórias diante de quedas na produção.
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: São Caetano