Publicado em 29/07/2026 - 19:40 / Clipado em 29/07/2026 - 19:40
Rajadas de ventos de até 125 km/h deixam dois mortos e causam destruição em SP
Redação
- Morador de rua morre atingido por árvore em Santos; outra morte ocorreu em Cesário Lange
- Ao menos 21 voos previstos para o aeroporto de Congonhas foram afetados
A Defesa Civil de São Paulo disparou por volta das 13h50 desta quarta-feira (29) um alerta severo sobre fortes rajadas de vento que podem atingir a capital paulista e a região metropolitana nas próximas horas.
"Busque abrigo e evite áreas descobertas. Não fique embaixo de árvores e postes", diz o comunicado.
O alerta vem na esteira de fortes ventos registrados no litoral paulista nesta quarta. Em Itanhaém, por exemplo, houve rajadas de até 103 km/h. As cidades de Itaporanga e Itaí registraram as rajadas mais fortes, com ventos de 124,9 km/h. Em Taquarituba, chegou a 117 km/h e, em Santos, a máxima foi de 111,8 km/h.
Na capital paulista, a Defesa Civil registrou 75,3 km/h no bairro da Saúde e 71 km/h em São Caetano do Sul. No aeroporto de Congonhas, as rajadas chegaram a 70,4 km/h.
Em Santos, as rajadas chegaram a 111,8 km/h às 12h40, segundo a prefeitura, o que causou a morte de um homem em situação de rua ao ser atingido por uma árvore na avenida Almirante Cochrane, no Canal 5.
Em boletim, a prefeitura santista divulgou que houve 23 quedas de árvores, além de seis quedas de muros e destelhamento de casas na cidade. Houve ainda a queda de um contêiner no Porto de Santos, que atingiu a rede elétrica.
A outra morte relacionada ao vendaval ocorreu em Cesário Lange, na região de Sorocaba, segundo a Defesa Civil. Uma árvore teria caído sobre um carro e matou seu condutor. Ainda não há identificação dos dois mortos.
"Os ventos que nós tínhamos previsto já chegaram. Já temos chamados de ocorrência para quedas de árvores e destelhamentos de imóveis. O Gabinete de Crise segue mobilizado. Seguimos reunidos e continuamos respondendo aos chamados", afirmou o porta-voz da Defesa Civil do Estado, Maxwel de Souza.
Às 16h, o Corpo de Bombeiros informou que havia 34 chamadas para quedas de árvores na região metropolitana.
De acordo com o monitoramento da Enel, às 15h, 106 mil clientes estavam sem energia elétrica na área de concessão (que abrange a cidade de São Paulo e Grande SP). Na capital, eram 62 mil imóveis sem luz. Às 16h47, os números haviam diminuído para 49,5 mil e 30,7 mil, respectivamente.
Além disso, ao menos 21 voos programados para o aeroporto de Congonhas (que fica na zona sul de São Paulo), foram afetados. A concessionária Aena informou que duas chegadas e quatro partidas foram canceladas, além de 15 voos alterados.
Em Guarulhos, apenas dois voos tiveram de ser alternados para outros aeroportos, segundo a concessionária Gru Airport.
A empresa orienta que os passageiros com viagens programadas verifiquem a situação de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se deslocarem ao aeroporto.
O alerta para São Paulo e região metropolitana ocorre durante uma mudança nas condições do tempo causada, segundo a prefeitura, por uma "fraca frente fria que avança ao largo do litoral paulista, provocando chuvas fracas e chuviscos intermitentes entre o fim da tarde e o início da noite".
De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da gestão municipal, os ventos resultam "do forte contraste entre o ar quente que predomina sobre São Paulo e o ar frio com a aproximação do sistema frontal".
Na semana passada, um vendaval que atingiu Ribeirão Preto com rajadas de vento de até 121 km/h levou a cidade a registrar sua maior tragédia climática em 32 anos.
Uma pessoa morreu, cerca de 20 ficaram feridas e cinco hospitais públicos foram afetados. Também houve interrupção no abastecimento de água, falhas nos serviços de telefonia e internet e mais de 200 árvores caíram sobre vias e a rede elétrica.
Veículo: Online -> Portal -> Portal Folha de S. Paulo
Seção: São Caetano