Publicado em 24/07/2026 - 10:40 / Clipado em 24/07/2026 - 10:40
Forças de segurança esclarecem delitos a alunos de universidade em reunião do Conseg SCS
Estudantes têm reclamado de roubos e furtos que ocorrem nas imediações da Avenida da Paz, em Santo André.
Por: Portal ABC News Fonte: Wallace Quaresma

Os roubos relatados por alunos de uma universidade de São Caetano do Sul nas proximidades da instituição na reunião do mês de junho do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) de São Caetano do Sul, voltou a ser tema no encontro da entidade, realizado nesta quinta-feira (23). Na oportunidade, os estudantes informaram sobre os diversos roubos e furtos que ocorrem em vielas existentes nas imediações da Avenida da Paz, em Santo André.
A passagem, que liga o município vizinho a São Caetano, é utilizada pelos alunos para acessarem a faculdade. O GCM Marcelo averiguou a situação e explicou uma das possibilidades que possa estar ocorrendo. “Esse ponto que o pessoal passa, que pediram para fazer o fechamento, tem casa e é bem mais iluminado e seguro passar ali para ir para a estação. No final dessa rua, se for pela direita, tem a estação. Se pegou a esquerda, no meio do mato, vai sair na Comunidade do Cigano. Não querendo acusar, mas tem muito aluno que vai até a favela buscar drogas. E nisso, pode deixar o celular por lá ou é furtado”, disse.
O agente destacou ainda que é difícil fazer qualquer ação se não há a informação do crime. “Esses jovens da faculdade vão até lá, dizem que são furtados, só que não fazem o Boletim de Ocorrência. Ao invés disso, vão reclamar para os professores. Chega à delegacia, não tem informação do crime. Aí o capitão não pode colocar uma viatura lá porque depois é questionado porque tem uma viatura lá, se no balanço criminal não existe nada no local. Aí vem as perguntas se tem amizade com o pessoal da faculdade”, pontuou.
Segundo o Capitão Ronaldo Sales, da 3ª Companhia do 6º Batalhão da Polícia Militar, esses índices acabam entrando no mapa criminal de Santo André. “Dentro do perímetro de São Caetano não tem indicador. E nessa última reunião conseguimos um feito, que foi trazer um representante de Santo André para explicar sobre esses locais. E mesmo não sendo responsabilidade de São Caetano, o nosso policiamento avança para lá e os ajuda. Mas o foco primário é São Caetano”, esclareceu.

O capitão também compartilhou as descobertas que são feitas quando se averigua a situação. “Nessa demanda, a vítima também é cliente. Cliente que fomenta a prática delituosa contra ele mesmo. E outro problema é que o cara demora para passar a informação, porque ele estava em companhias não muito interessantes. E aí, ou ele estava em práticas, não só libidinosas, mas também a de uso de drogas, pois depõe contra ele, para explicar o motivo. Aí ele espera para poder fazer a queixa depois para fins de recuperar o material com o seguro. Então tem essas descobertas que a gente acaba fazendo na tentativa de solucionar”, acrescentou.
O presidente do Conseg São Caetano do Sul, Rubens de Oliveira Pinto, reforçou a importância de se fazer o Boletim de Ocorrência, seja qual for o caso. “É importante que os moradores façam o Boletim de Ocorrência, até para fomentar qualquer tipo de estudo ou estratégia da Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Municipal sobre números reais. Boletim de Ocorrência realmente é o que faz o mapa funcionar e as forças de segurança trabalhar. Então, todas as vezes que o morador de São Caetano, seja por preguiça, receio, medo ou outras situações, não faz o Boletim de Ocorrência, fica difícil a gente conseguir resolver”, completou.
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Seção: São Caetano