Publicado em 06/07/2026 - 19:40 / Clipado em 06/07/2026 - 19:40
Suspeito de tentar matar tenente da Rota pode ter fugido do estado, aponta investigação
Redação
- Gestão Tarcísio de Freitas oferece R$ 50 mil por informações que levem à prisão de homem procurado
- Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na cabeça em São Caetano do Sul; ele segue internado em estado grave
Os policiais que investigam a tentativa de homicídio contra o tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Ronickson Pimentel dos Santos, 39, trabalham com a hipótese de que o suspeito de efetuar o disparo tenha fugido do estado de São Paulo.
No domingo (5), a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização e à prisão de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias ou Peruca.
Apontado pela Polícia Civil como o autor do disparo, ele teve a prisão temporária decretada pela Justiça. A reportagem não conseguiu identificar quem realiza a sua defesa.
Fontes ligadas ao governo não descartam a possibilidade de que o suspeito tente ou até já tenha deixado o país.
Cartaz oficial do governo de São Paulo oferece recompensa de R$ 50.000 por informações que levem à prisão de Hércules da Costa Siqueira, com três fotos mostrando ele com cabelo curto, cabelo cheio e usando máscara preta. O cartaz inclui detalhes do crime, contato para denúncia e alerta para não tentar abordagem.
Cartaz que oferece recompensa por informações sobre o suspeito de ter atirado no tenente Ronickson Pimentel - Divulgação Polícia Militar
Ronickson foi baleado na cabeça em 27 de junho, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Ele estava parado em um semáforo da Avenida Goiás, principal via da cidade, quando foi surpreendido por dois homens em outra motocicleta.
O tenente permanece internado em estado grave no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Segundo a investigação, Golias estava na garupa da motocicleta que emparelhou com a do tenente no momento do ataque. Após o disparo, os dois ocupantes fugiram.
A Polícia Civil afirma que um terceiro suspeito teria sido responsável por conduzir um Renault Logan que deu suporte operacional à ação. De acordo com um relatório da Prefeitura de São Caetano do Sul, o veículo teria sido utilizado para monitorar de forma mais específica a rotina de Pimentel antes do atentado.
Outros dois carros foram identificados após análise de câmeras de segurança, totalizando ao menos cinco pessoas envolvidas. Duas delas estão presas por envolvimento indireto no caso.
Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, morta aos 15 anos por Lindemberg Alves na casa em que ela morava em Santo André, também no ABC paulista, em outubro de 2008.
Policial militar com uniforme camuflado preto e cinza, colete tático com distintivos e rádio preso, usando boina preta com emblema. Ao fundo, outros policiais com boinas azuis desfocados.
Documento judicial obtido pela Folha indica que o crime contra o policial foi planejado, com estudo prévio de horários e locais.
"A dinâmica dos fatos indica, ainda, que não se trata de ação delitiva comum, mas de investida coordenada direcionada contra agente policial, com sinais evidentes de planejamento prévio, divisão de tarefas, utilização de veículos de apoio e estratégias de evasão e ocultação de vestígios, o que evidencia elevado grau de organização e periculosidade", diz trecho do documento.
Três homens foram mortos em ações da Rota durante as buscas pelos suspeitos do crime. As intervenções ocorreram entre a segunda-feira (29) e a quinta-feira (2) após denúncias anônimas sobre o paradeiro de suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio contra o tenente.
As mortes ocorreram na área do 53º DP (Parque do Carmo) e do 68º DP (Lageado), ambas na zona leste de São Paulo, e em Peruíbe, no litoral paulista.
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Seção: São Caetano