Publicado em 02/07/2026 - 19:40 / Clipado em 02/07/2026 - 19:40
Irmão de Eloá: O que se sabe sobre a tentativa de homicídio contra tenente da Rota
Redação
Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado São Caetano do Sul no último sábado; até o momento, dois suspeitos foram presos, um foi morto e outro foi identificado
O irmão de Eloá Pimentel, o policial militar Ronickson Pimentel dos Santos, foi baleado no último sábado, 27, quando estava parado em um semáforo em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
Quase uma semana após o crime, Ronickson segue internado em estado grave. Dois suspeitos de participação no crime foram presos, um morreu em uma suposta troca de tiros com agentes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e outro foi identificado.
Quem é Ronickson Pimentel dos Santos?
Ronickson é irmão mais velho de Eloá, que foi morta aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008, no caso que ficou conhecido como o sequestro mais longo da história de São Paulo.
Ele ingressou na Polícia Militar em 2009 como soldado, após servir como fuzileiro naval na Marinha entre 2006 e 2009. Desde 2019, ele integra a Rota, tropa de elite da PM. Hoje, ele é primeiro-tenente e, além da atuação operacional, ajuda na formação de novos policiais militares como instrutor de tiro e de procedimentos operacionais.
Como o crime ocorreu?
O crime ocorreu na manhã do último sábado. Ronickson estava em uma moto, parado em uma semáforo da Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. O tenente estava de folga e à paisana.
Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o momento em que ele é surpreendido pelos criminosos, que se aproximam, em outra motocicleta, e efetuam os disparos.
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado em São Caetano do Sul. Foto: Reprodução/@r_pimentels via Instagam
Qual o estado de saúde do policial?
Ronickson foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado de helicóptero Águia, da Polícia Militar, ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde permanece internado na UTI.
Segundo boletim divulgado pela Rota nesta quinta-feira, 2, o tenente segue em estado grave, mas apresenta boa resposta ao tratamento e evolução considerada dentro do esperado.
De acordo com a corporação, ele mantém estabilidade clínica, sem febre, com função renal preservada e resposta positiva aos antibióticos utilizados para tratar um quadro pulmonar. A equipe médica avalia iniciar a redução da sedação entre sete e dez dias após o trauma, caso não ocorram novas intercorrências.
Quem são os suspeitos?
Até o momento, dois suspeitos foram presos, um foi morto e outro foi identificado.
Dois suspeitos, de 40 e 52 anos, foram presos temporariamente ainda no domingo, 28. Eles foram localizados em Guaianases, na zona leste de São Paulo, e são investigados por darem cobertura logística para o crime.
Na quarta-feira, o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso, confirmou a identificação de um dos suspeitos de atirar contra o tenente.
Horas mais tarde, um quarto suspeito morreu após uma suposta troca de tiros com agentes da Rota em Guaianases. Segundo a PM, os policiais receberam uma denúncia que indicava a participação do homem no caso. As equipes foram verificar a situação, mas o suspeito teria resistido à abordagem e atirado contra os agentes.
Ele foi socorrido e encaminhado à uma unidade de atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência foi registrada no 68º Distrito Policial, no Lageado.
O que a investigação apontou?
A investigação apontou que os criminosos planejaram o crime por pelo menos três meses e que um dos suspeitos monitorava a casa do policial. Segundo o DHPP, o Renault Logan, da cor branca, utilizado pelos criminosos, circulava por São Caetano desde fevereiro.
A SSP afirmou que o veículo foi localizado na noite de terça-feira, 30, pelas polícias Civil e Militar, em um terreno no Jardim Guaianases, coberto por uma capa cinza, o que chamou a atenção dos policiais. Eles checaram a placa e confirmaram que se tratava do mesmo caso usado na tentativa de homicídio.
O secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves, afirmou que as motivações do crime ainda são apuradas. “Precisamos prender primeiro para depois descobrir o que levou a esse ataque contra o policial”, disse.
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Seção: São Caetano