Publicado em 17/06/2026 - 19:23 / Clipado em 17/06/2026 - 19:23
100% da fiação elétrica aterrada em São Caetano ainda é um sonho distante
Redação
O aterramento da rede elétrica, tendência adotada por grandes metrópoles mundo afora, ainda precisa ser estudada, porque principal desafio é o alto custo

No dia em que celebrou a parceria entre a Prefeitura de São Caetano e a Enel Distribuição São Paulo, para a implantação do Projeto Árvore Mais Segura, Protegendo Pessoas e a Sua Energia, tanto o prefeito Tite Campanella – Republicanos, quanto a concessionária falaram dos desafios que, neste momento, tornam o aterramento da fiação elétrica distante.
Aliás, de acordo com Guilherme Lencastre, presidente da Enel São Paulo, de toda sua área de concessão, 94% da rede elétrica operada pela concessionária é aérea e está entre árvores, além de 70% das ocorrências terem origem do contato da vegetação com a fiação.
Diante da informação, o REPÓRTER perguntou à Enel sobre o aterramento, em que o prefeito Tite Campanella pediu aparte e explicou dois dos processos que aconteceram na cidade.

Em São Caetano
“Temos dois casos em São Caetano, dessa forma, o primeiro da rua Santa Catarina, que era fiação aérea e transformou tudo em subterrâneos, aliás, a gente sabe quanto custou aquilo, inclusive, não só para nós, porque cada imóvel tem que mudar sua caixa de entrada também. Então é um investimento pesado, não só para a cidade, mas também para os proprietários de imóveis”, lembra o prefeito.
Nesse mesmo sentido, Darcio Dias, diretor de meio ambiente e qualidade da Enel, afirmou que existe interesse da concessionária, porém, se feita de imediato, quem pagará a conta será o contribuinte, por isso é preciso tempo.
Quem paga?
“O projeto de conversões de rede aérea para subterrânea é um projeto que a Enel é adepta, contudo, precisa entender como vai ser remunerado esse projeto de tal forma que a transferência dos investimentos de 100% para a tarifa pode trazer uma oneração grande para os consumidores, nossos clientes”, alerta ele.
Além da área central, o chefe do Executivo recordou de outro projeto, no entanto, esse já concebido com planejamento.
Precisa analisar
“A estrutura custa muito caro e tem que ser pensada de maneira diferente. Bem como na rua Santa Catarina, outro exemplo é a região do Shopping, que era uma fábrica, e quando o bairro é desenvolvido já é preparado com toda essa fiação subterrânea. Portanto, dois casos diferentes, mas com o mesmo objetivo. Por isso, temos que analisar e aprender de que forma pode expandir essa questão da fiação embutida no subsolo”, sugere Tite.
Entretanto, se a solução definitiva para o aterro da fiação ainda é uma realidade distante, Darcio coloca o projeto das árvores como o ponto de equilíbrio.
“Portanto, essa equação, a Enel está disposta a trabalhar para solucionar, mas não consegue achar a solução sozinha. Todavia, a substituição das árvores que estão com risco de saúde, de queda, juntamente com o convívio mais conflituoso com a rede, vai nos ajudar a ter uma resposta mais efetiva mesmo mantendo a rede aérea”, assegura o diretor.
Veículo: Online -> Site -> Site ABC Repórter - Grande ABC/SP
Seção: São Caetano