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 Site Repórter Diário - Santo André/SP

Publicado em 29/05/2026 - 18:20 / Clipado em 29/05/2026 - 18:20

Consumo de fumo cresce no ABC e movimenta mais de R$ 758 milhões


Mesmo diante das campanhas de conscientização e dos alertas sobre os riscos do tabagismo, o consumo de produtos ligados ao fumo continua em alta no Brasil e também na região. Dados do IPC Maps, especializado em potencial de consumo, apontam que os brasileiros devem gastar cerca de R$ 34,8 bilhões com cigarros, charutos, fumo para cachimbo, isqueiros e outros artigos relacionados ao tabaco até o fim de 2026, o que representa crescimento de 8,5% em relação ao ano passado.

No ABC, o avanço também aparece nos números. Somadas, as sete cidades da região devem movimentar aproximadamente R$ 758,6 milhões em despesas com produtos derivados do tabaco neste ano. Dentre as sete cidades, Santo André lidera o ranking regional, com potencial de consumo estimado em R$ 228,9 milhões, alta de 12,2% em comparação a 2025. Logo atrás aparece São Bernardo, com R$ 222,7 milhões e crescimento de 9,5%.

Mauá deve movimentar R$ 108,6 milhões, enquanto Diadema registra projeção de R$ 103,6 milhões. São Caetano apresentou uma das maiores altas proporcionais do ABC: crescimento de 25,9%, saltando de R$ 42,6 milhões para R$ 53,7 milhões em apenas um ano.

Ribeirão Pires aparece com potencial de consumo de R$ 30,4 milhões, avanço de 5,1%, enquanto Rio Grande da Serra soma R$ 10,4 milhões, registrando crescimento de 20,1%.

 

Classe C impulsiona crescimento

Os dados do IPC Maps mostram mudança importante no perfil de consumo relacionado ao tabaco no ABC. Em praticamente todas as cidades, a classe C foi a principal responsável pelo avanço das despesas com produtos derivados do fumo.

Em Diadema, o crescimento do consumo na classe C chegou a 52,2%. Em Rio Grande da Serra, a alta foi de 48,9%. São Bernardo registrou avanço de 35,8%, enquanto Mauá teve crescimento de 15,9%. Já as classes D e E apresentaram retração em todas as cidades analisadas. Em Santo André, por exemplo, a queda nesse grupo foi de 45,2%. Em São Caetano, o recuo atingiu 21,3%.

Entre as classes mais altas, o cenário varia conforme o município. São Caetano registrou crescimento de 38,5% no consumo da classe A e de 42,6% na classe B. Em Diadema, o consumo da classe A avançou 44,8%.

Segundo Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps, o aumento do consumo ocorre apesar das campanhas de combate ao tabagismo e dos impactos econômicos. “Infelizmente, isso é um sintoma de que o vício e o prazer superam qualquer adversidade”, afirmou.

 

Brasil deve gastar R$ 34,8 bilhões com fumo

O levantamento nacional aponta que os brasileiros devem gastar cerca de R$ 34,8 bilhões com produtos relacionados ao tabaco em 2026. No ano passado, o setor movimentou aproximadamente R$ 32,1 bilhões.

Somente o Estado de São Paulo concentra quase R$ 12 bilhões dessas despesas. Na sequência aparecem Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, ambos com aproximadamente R$ 3,2 bilhões, além de Minas Gerais, com cerca de R$ 3 bilhões.

Os cálculos do IPC Maps consideram despesas com cigarros, charutos, fumo para cachimbo, fumo para cigarros e outros artigos para fumantes, como fósforos e isqueiros.

 

Ministério reforça riscos do tabagismo

Neste domingo (31/05), é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre os danos causados pelo cigarro e estimular políticas públicas de combate ao tabagismo. Diante da data, o Ministério reforça que não existe nível seguro para o consumo de produtos derivados do tabaco. O cigarro está associado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, câncer, AVC, enfisema pulmonar e problemas respiratórios crônicos, além de aumentar riscos para fumantes passivos.

Segundo a pasta, parar de fumar traz benefícios quase imediatos para a saúde. Em 20 minutos, a pressão arterial e a frequência cardíaca tendem a se normalizar. Após 24 horas, o risco de infarto já começa a diminuir. Em longo prazo, a interrupção do tabagismo reduz significativamente as chances de desenvolvimento de câncer de pulmão e outras doenças relacionadas ao cigarro.

O Ministério da Saúde também orienta fumantes que desejam abandonar o vício a procurar apoio nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O SUS oferece tratamento gratuito para cessação do tabagismo, com acompanhamento multiprofissional, grupos de apoio e, em alguns casos, medicamentos auxiliares.

 

https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3835974/consumo-de-fumo-cresce-no-abc-e-movimenta-mais-de-r-758-milhoes/

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Seção: São Caetano