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 Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP

Publicado em 28/05/2026 - 19:26 / Clipado em 28/05/2026 - 19:26

Gianello tem até dia 8 para se defender em comissão que pode levar à cassação


Redação

Vereador de São Caetano foi denunciado na Câmara por supostamente manter assessora fantasma

 

Matheus Gianello (PL), vereador de São Caetano, alvo de investigação na Câmara por suposta prática de improbidade administrativa, quebra de decoro e conduta incompatível com a dignidade do cargo, tem até o dia 8 de junho para apresentar defesa. Se confirmadas as denúncias, o parlamentar, afilhado político de José Auricchio Júnior (PSD) e opositor do prefeito Tite Campanella (Republicanos), poderá ter o mandato cassado.

Nesta quinta-feira (28), a comissão processante, composta pelos vereadores Cicinho Moreira (PL); presidente, Jander Lira (PSB); relator e Carlos Humberto Seraphim, o Dr. Seraphim (PL), realizou com o denunciado reunião para notificação do processo administrativo e sobre o cronograma de trabalho. Toda a ação apuratória tem prazo improrrogável de 90 dias, segundo previsto no Decreto-Lei nº 201/67. A contagem segue mesmo no período de recesso parlamentar, entre 1º a 31 de julho e começa contar a partir da data de entrega da defesa.

Gianello diz existir dúvidas com relação aos prazos. Segundo o parlamentar, há divergências que precisam ser sanadas, uma vez que o Decreto-Lei traça um rito e o regimento interno da Câmara, outro. “Pode ou não pode ter reunião e despacho dentro do recesso?”, questionou o parlamentar, que alega não ter cometido nenhum ato de ilegalidade e ser vítima de “retaliação política”.

De acordo com o apurado pelo Diário, com a denúncia formalizada pelo empresário e morador de São Caetano Marcelo Jesus Camargo e as contra-argumentações do vereador em mãos, o grupo de trabalho iniciará a análise dos apontamentos, confrontando os pontos para elaboração de um relatório final, que poderá levar a plenário pedido de cassação de mandato.

Apesar de ser uma decisão política e não judicial, uma vez que a denúncia apresentada na Câmara tem como base inquérito civil em curso no MP-SP (Ministério Público de São Paulo) – que apura suposta manutenção de assessora fantasma –, o colegiado diz que vai respeitar o direito ao contraditório e de ampla defesa.

“Como relator posso afirmar, com toda tranquilidade, que irei proporcionar ampla oportunidade para Matheus (Gianello) fazer sua defesa. Serei totalmente isento. A lei e a verdade serão o primado de meu relatório”, disse Jander.

A declaração do relator é compartilhada pelo presidente da comissão processante. “Conduzirei os trabalhos com estrita observância da legalidade, da ampla defesa e do devido processo legal, analisando os fatos com responsabilidade, imparcialidade e transparência. O vereador Matheus Gianello terá assegurado o pleno exercício do direito de defesa, dentro dos prazos e procedimentos previstos na legislação aplicável”, pontuou.

A comissão que avalia as condutas do liberal foi aprovada na terça-feira (26), com 19 votos favoráveis e dois contrários.

 

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Seção: São Caetano