Publicado em 28/05/2026 - 19:25 / Clipado em 28/05/2026 - 19:25
Quero ser o deputado estadual de qualquer prefeito, diz Edison Parra
Carlos Carvalho
Vereador exercendo seu quarto mandato em São Caetano, Edison Parra (Podemos), anunciou sua pré-candidatura a deputado estadual. Ao RD Cast desta quinta-feira (28/05), o parlamentar afirmou que pretende atuar pela cidade, independentemente de qualquer relação que tenha com o atual prefeito, Tite Campanella (Republicanos), algo que não considera que seja feito pelo atual deputado estadual Thiago Auricchio (PL).
“Acho que São Caetano carece de uma representação de São Caetano mesmo, independente de quem seja o prefeito. Eu tenho repetido isso. O atual deputado estadual da cidade, quando o pai é prefeito, ele coloca muitas emendas, valores elevados. Quando o prefeito tem outras emendas, já não vem tanto. Então, eu já não sei se ele é representante da cidade ou ele é representante de São Caetano quando o pai é o prefeito. Eu quero ser deputado estadual de qualquer prefeito, não importa o sobrenome.”, explica.
Apesar de amigo de longa data de Campanella, Parra se posiciona no bloco oposicionista, algo que ele mesmo diz ter se acostumando, pois dos quatro mandatos, em três ficou do outro lado em relação ao líder do Palácio da Cerâmica. Mesmo assim, considera que pode auxiliar a cidade com emendas e apoio para os projetos, mesmo que o posicionamento político não seja o mesmo de quem lidera o Poder Executivo.
Além disso, o legislador quer ajudar o Podemos em duas missões. A primeira é aumentar o número de deputados estaduais do partido. O segundo é auxiliar a presidente nacional da legenda, Renata Abreu, em se reeleger, inclusive formando uma dobrada com a parlamentar.
Edison Parra também entende que o seu papel como relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Dívida Pública também deu maior força para seu nome, levando em conta tudo o que foi apresentado e a ampla divulgação do trabalho realizado entre o segundo semestre do ano passado e o primeiro trimestre deste ano.
O vereador considera que o fato de conseguir passar pelas críticas daqueles que consideravam que a investigação terminaria em pizza colabora para uma boa imagem em relação a relatório final. Além disso, aproveitou para rebater a visão dada pela vice-prefeita Regina Maura (PSD) que não considera que os vereadores deveriam fazer tal processo em decorrência da participação em votações de empréstimos durante a gestão do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD).
“Até a própria, a Regina Maura, falou que não precisava fazer CPI. E eu discordo. Discordei na época e discordo muito mais depois que a CPI estava pronta. Ela falou porque ela não tem ideia do que é restos a pagar. Restos a pagar, você só descobre olhando o balanço que fecha no último mês. No último ano. Então, dezembro de 24 tinha um balanço que falava que o resto a pagar era R$ 78 milhões. E na verdade quanto que era? A CPI mostrou, R$ 310 milhões.”, inicia.
“Olha a diferença. O balanço que o Auricchio assinou. Como é que falou? Assinou. R$ 78 milhões. Então o que nós sabíamos? Ah, é só esperar o balanço lá, R$ 78 milhões. Né, mas sabia quando? Foi em janeiro. Quando assinou o balanço era em dezembro. E quanto que a CPI levantou? R$ 310 milhões. Então ela não sabia. Eu não sabia. Nenhum vereador que era da base do Orico sabia. E nenhum vereador da oposição. Então, essa história que o vereador sabia não bate em nada. É furada esse argumento. Você pode falar assim só quanto a CPI, por quê? Porque eu acho que não precisa. Pronto. Ah, não gosto da ideia. Acho que não é bom agora falar que não precisa de um poder.”, segue.
“O poder legislativo é um poder de você fazer o quê? Críticas através de quê? Né? Você não tem que fazer fiscalização? Sim, claro. E o que a CPI fez? Fiscalização. Então, é claro que não dá para concordar com ela.”, finalizou.
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Seção: Polícia