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Publicado em 26/05/2026 - 18:15 / Clipado em 26/05/2026 - 18:15

Auxílio-aluguel para vítimas de violência chega a 333 mulheres no ABC


Da Redação 

 

O ABC soma 333 mulheres beneficiadas pelo auxílio-aluguel do Governo do Estado voltado a vítimas de violência doméstica. Os dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (SEDS), referentes ao período entre fevereiro de 2025 e abril de 2026, mostram que São Bernardo lidera na região com 106 concessões, seguida por Mauá, com 83 atendimentos.

Na sequência aparecem Rio Grande da Serra (48), Diadema (45), Santo André (31), São Caetano (12) e Ribeirão Pires (8). O total representa quase 30% das 1.114 mulheres atendidas em toda a Região Metropolitana de São Paulo no período.

Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa oferece ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. O objetivo é garantir condições para que mulheres em situação de vulnerabilidade consigam se afastar de relações violentas com mais segurança e autonomia financeira, especialmente após o rompimento com o agressor.

No Estado, mais de 7,5 mil mulheres já foram contempladas pela iniciativa desde fevereiro de 2025, com investimento superior a R$ 21,4 milhões. Somente na Região Metropolitana de São Paulo, o aporte ultrapassa R$ 3,1 milhões, segundo a SEDS.

De acordo com a secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, o auxílio representa uma ferramenta de proteção social e de reconstrução da autonomia das vítimas. “O Auxílio-aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Com ele, o Estado oferece às mulheres condições reais para romper o ciclo da violência, preservar a própria vida e reconstruir seus projetos com dignidade e segurança”, afirmou.

Como solicitar o benefício

Para solicitar o benefício, a mulher precisa possuir medida protetiva expedida pela Justiça, residir no Estado de São Paulo, estar em situação de vulnerabilidade social e ter renda familiar de até dois salários mínimos antes da separação. O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social dos municípios participantes.

Após análise e aprovação, o pagamento é feito diretamente às beneficiárias por meio de Poupança Social do Banco do Brasil. Além do suporte financeiro, o programa também articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso das mulheres a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento especializado.

As mulheres em situação de violência podem buscar apoio em equipamentos como Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), unidades de saúde e órgãos do sistema de Justiça, como Defensoria Pública e Ministério Público.

 

https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3834013/auxilio-aluguel-para-vitimas-de-violencia-chega-a-333-mulheres-no-abc/

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Seção: Cidades