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Portal Folha de S. Paulo

Publicado em 21/05/2026 - 19:40 / Clipado em 21/05/2026 - 19:40

Nova linha do Metrô ligará Diadema à zona leste de SP com previsão de funcionar em 2037; veja mapa preliminar das estações


Fábio Pescarini

Linha 21-vinho deverá ter 21 paradas em 23 km até o Parque do Carmo; custo estimado é de R$ 35 bi
Estatal abriu processo de licitação para contratação de estudo sobre a nova linha

 

O Metrô abriu um processo de licitação para contratação do anteprojeto e do EIA/RIMA (estudo de impacto ambiental) da futura linha 21-vinho, que deverá ligar Diadema, na Grande São Paulo, à região de Aricanduva e do Parque do Carmo, na zona leste paulistana.

Com cerca de 23 km de extensão e 21 estações, a expectativa é que 740 mil passageiros usem o futuro ramal. A linha poderá levar de 10 a 11 anos para ficar pronta e tem custo estimado em R$ 35 bilhões, valor que poderá ser alterado a partir da conclusão dos estudos.

O número de estações e suas localizações podem mudar com o resultado dos estudos de viabilidade e ambiental.

 

Mapa da futura linha 21-vinho do metrô

O traçado, que será definido a partir dos estudos do anteprojeto, passará por São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, no ABC, assim como Diadema, e deverá cruzar as rodovias dos Imigrantes e Anchieta.

A expectativa é que a licitação para contratação do anteprojeto e do estudo de impacto ambiental saia até o fim de 2026. São esperados dois anos para conclusão dessa fase, quando já se faz sondagens.

Depois serão mais dois para realização do projeto básico e de cinco a seis anos de obras, ou seja, com possibilidade de inauguração até 2037. "O cronograma ainda será definido conforme o avanço dos estudos", diz o Metrô.

De acordo com o Metrô, o tempo de deslocamento entre Diadema e São Caetano do Sul deverá cair de 40 minutos para 17 minutos.

Em outro cálculo, o deslocamento entre Diadema e a região do Itaim Bibi, entre as zonas oeste e sul da capital paulista, passará de aproximadamente uma hora e meia para 30 minutos —o novo ramal vai fazer conexão com a futura linha 20-rosa, com obras previstas para começarem em 2028 e que ligará a lapa, na zona oeste, a Santo André, no ABC.

Também terá conexões com o BRT do ABC (ônibus rápido) —atualmente em obras— linha 15-prata (monotrilho), linha 10-turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e com as futuras linhas 16-violeta (do metrô, que ligará Pinheiros, na zona oeste, à zona leste) e 14-ônix (que se sair do papel levará passageiros da zona leste a Guarulhos, na região metropolitana).

Assim, explica a companhia, o futuro ramal permitirá acesso com conexões às regiões da Saúde, Planalto Paulista, Moema, Vila Nova Conceição, Vila Olímpia, Faria Lima, Itaim, Pinheiros, Vila Madalena, Vila Romana, Lapa e Santa Marina, além de Santo André.

Estão em obras atualmente as expansões do metrô para cidades da região metropolitana, da linha 2-verde (Guarulhos) e 4-amarela (Taboão da Serra).

Conforme o Metrô, esses projetos buscam resolver a dificuldade de deslocamentos diretos entre regiões periféricas e reduzir a dependência de viagens que passam pelo centro.

Com a linha 21, a companhia espera aliviar a sobrecarga das linhas 1–azul e 2–verde e melhorar a distribuição de passageiros na rede.

Luiz Antonio Cortez Ferreira, gerente de planejamento e meio ambiente do Metrô, explica que a necessidade de se investir em soluções para deslocamentos do centro para regiões periféricas ou municípios vizinhos ficou mais evidente com a pandemia.

De acordo com o gerente, a pesquisa Origem e Destino do Metrô, de 2023, apontou mudanças importantes nos hábitos de viagem no transporte coletivo, que não recuperou a demanda.

"O Metrô começou [na década de 1970] a rede radial, levando passageiros para o centro, que ainda tem a grande concentração de empregos da região metropolitana, mas o crescimento da metrópole levou a expansão da periferia, por isso, o avanço de projetos como esse é um marco", diz Ferreira, em entrevista à Folha.

A obra da nova linha deverá ser feita com três ou quatro tuneladoras (tatuzões) nas escavações.

O modelo de financiamento, ou seja, se a obra será pública ou por meio de PPA (parceria público-privada), será definido nas próximas fases, com base nos estudos técnicos e ambientais.

"Mas ainda é muito cedo para falar do custo da obra", diz Ferreira, que estima em R$ 3,8 bilhões ao ano em benefícios sociais para usuários, valor calculado a partir de empregos gerados e redução de tempo nos deslocamentos. "A construção da linha vai se pagar em dez anos."

 

COMO ESTÃO FUTURAS LINHAS

Linha 6-laranja

  • Brasilândia (zona norte) a Liberdade (estação São Joaquim, na região central)
  • 15,3 km de extensão
  • 15 estações
  • Primeira fase, da Brasilândia a Perdizes (zona oeste), está prevista para ser inaugurada neste ano

Linha 19-celeste

  • Anhangabaú (centro de SP) a Guarulhos
  • 17,6 km de extensão
  • 15 estações
  • Está em fase final de licitação para contratação das obras

Linha 20-rosa

  • Lapa (zona oeste de SP) a Santo André
  • 31,1 km de extensão
  • 24 estações
  • Está em fase final de elaboração do projeto básico, com meta de contratação das obras em 2027

Linha 22-marrom

  • Sumaré (zona oeste de SP) a Cotia e Osasco
  • 29 km de extensão
  • 19 estações
  • O projeto já teve o anteprojeto de engenharia concluído e está na fase de contratação do projeto básico

 

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/05/nova-linha-do-metro-vai-ligar-diadema-a-zona-leste-de-sp-com-previsao-de-funicionar-em-2037.shtml

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Seção: São Caetano