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Publicado em 09/05/2026 - 08:50 / Clipado em 09/05/2026 - 08:50

Tite Campanella se diz “chocado” com falas de ex-secretário e reafirma compromisso de São Caetano com a inclusão


Redação

Após pedido de exoneração de Mauro Chekin, prefeito classifica episódio na Câmara como "estranho" e destaca histórico da cidade no paradesporto e educação especial

 

O prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, quebrou o silêncio sobre a polêmica envolvendo o agora ex-secretário de Esportes, Lazer e Juventude, Mauro Chekin. Em declaração neste sábado (09/05), o chefe do Executivo municipal demonstrou surpresa e desconforto com as falas do aliado, que geraram forte reação negativa ao questionar a viabilidade de profissionais lidarem com crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no esporte.

    “Acho que todo mundo está chocado com o que a gente acompanhou na audiência da Secretaria de Esportes na Câmara. A gente demorou até um tempo para poder entender tudo o que aconteceu nesse processo”, afirmou o prefeito.

    https://youtube.com/shorts/mwPhK0UFaCo?feature=share

 

Inclusão como “DNA” da cidade

Tite Campanella fez questão de separar a postura individual do ex-secretário das políticas públicas adotadas pelo município. Ele relembrou a tradição de São Caetano como berço do paradesporto nacional, citando que, antes da criação de uma sede própria em São Paulo, o Comitê Paralímpico Brasileiro utilizava as estruturas da cidade.

O prefeito também destacou investimentos recentes, como o centro Cuidar, voltado ao atendimento especializado, e o sistema educacional da cidade, que atrai famílias de outras regiões em busca de suporte para a inclusão. “Nós temos um comprometimento com a inclusão que eu achei que já fazia parte do DNA de todo mundo”, pontuou Tite.
 

O Caso e a Vacância na Pasta

A crise teve início após uma audiência pública na Câmara Municipal, onde Mauro Chekin declarou haver dificuldade de profissionais em trabalhar com o público diagnosticado com TEA. A fala foi interpretada por parlamentares e familiares como um retrocesso e uma barreira à inclusão.

Pressionado pela repercussão nas redes sociais e por movimentos sociais, Chekin admitiu um “erro de abordagem” e pediu exoneração do cargo, retornando às suas funções como professor de Educação Física da rede municipal.

Até o momento, o governo municipal não definiu um substituto para o comando da Secretaria de Esportes. Tite Campanella reforçou que a prioridade agora é digerir as consequências do episódio e garantir que os eventos inclusivos da cidade, como o trabalho de balé para cegos de Fernanda Bianchini, continuem recebendo o apoio institucional necessário.

 

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Seção: São Caetano