Publicado em 07/05/2026 - 18:25 / Clipado em 07/05/2026 - 18:25
TCESP acha irregularidades no armazenamento de medicamentos na região
George Garcia
Pelo menos duas irregularidades foram apontadas pelos fiscais do TCESP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) nesta quinta-feira (07/05) durante a segunda fiscalização ordenada da corte de contas. Foram fiscalizadas 300 farmácias centrais e almoxarifados onde ficam guardados os medicamentos até que estes sejam entregues à população. A fiscalização realizada sem aviso prévio aos municípios, esteve nas sete cidades da região e encontrou irregularidades em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, nesta última um extintor de incêndio, vencido a dois anos foi flagrado pelos fiscais.
A fiscalização, denominada Gestão de Medicamentos, começou logo pela manhã. No ABC os fiscais vistoriaram a farmácia da UBS (Unidade Básica de Saúde) Parque Novo Oratório, em Santo André; a UBS Alvarenga, em São Bernardo; a Farmácia Central Municipal Luiz Emiliani, em São Caetano; a UBS Jardim Inamar, em Diadema; a USF (Unidade de Saúde da Família) Feital, em Mauá, a USF Jardim Caçula, em Ribeirão Pires e a do Santa Tereza, em Rio Grande da Serra.
Em Ribeirão Pires os fiscais encontraram no almoxarifado da saúde remédios psicotrópicos de uso controlado no meio de um corredor. Na USF do Jardim Caçula medicamento de uso pessoal do funcionário estava misturado a outros na geladeira da repartição pública. Outra irregularidade foram medicamentos encontrados em embalagens terciárias, ou seja em caixas maiores ou embalagens plásticas para transporte, o que poderia dificultar o controle.
Em Rio Grande da Serra, os fiscais do TCESP encontraram mofo, sinais de infiltração e parte do forro do teto cedendo no almoxarifado central, local de estoque de medicamentos. No mesmo local os fiscais encontraram extintores de incêndio vencidos, um deles há mais de dois anos.
Para vistoriar farmácias publicas das 300 cidade, foram necessários 380 fiscais, que chegaram aos locais pré-determinados de surpresa. Foram avaliados desde a presença de profissionais habilitados até o controle de estoques para evitar desperdícios de dinheiro público, condições sanitárias, direitos do usuário e eventual desabastecimento para a população. Nesta edição, a fiscalização contou com o apoio técnico do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo). “A farmácia pública não é apenas um local de entrega de caixas de remédios, mas um equipamento de saúde que exige rigor técnico. Queremos garantir que o recurso público investido resulte em saúde segura para o cidadão”, destaca a presidente da Corte, Cristiana de Castro Moraes.
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Seção: Cidades