Publicado em 06/05/2026 - 19:48 / Clipado em 06/05/2026 - 19:48
"Não é um dever meu", diz secretário de Esportes sobre inclusão de deficientes
Redação
Mauro Roberto Chekin, secretário de Esporte, Lazer e Juventude de São Caetano do Sul, afirmou que “não consegue” lidar com pessoas com deficiência (PCDs). As declarações foram dadas na última terça-feira (5), durante audiência pública de prestação de contas na Câmara Municipal.
O titular da pasta relatou ter recusado convites do Comitê Paralímpico Brasileiro para acompanhar as competições. “Eu falei: não vou, eu não consigo. Eles, inclusive, se tratam de maneiras muito afetivas e tudo, mas eu não consigo”, afirmou Chekin.
Questionado sobre políticas de inclusão na rede municipal, o gestor alegou que a responsabilidade não é individual. “Inclusão é um dever distante. É um dever do Estado, mas não é um dever meu, pessoa física”, declarou o secretário em resposta à vereadora Bruna Biondi (PSol).
O secretário mencionou dificuldades em matricular crianças autistas em aulas de natação, citando o uso de fraldas. “Acho que da mesma maneira que nenéns fazem aulas de natação, secretário”, rebateu a parlamentar durante o debate.
O integrante da administração municipal também utilizou o termo “normais” para se referir a pessoas sem deficiência. Ele defendeu que profissionais não devem ser obrigados a trabalhar com o segmento.
“Se falasse isso para mim, eu estaria fora da prefeitura já lá atrás”, disparou o gestor. O preconceito contra PCDs, conhecido como capacitismo, é crime previsto na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.
A legislação estabelece pena de um a três anos de reclusão para quem incita a inferiorização deste público. A punição pode chegar a cinco anos caso o ato seja praticado por meios de comunicação ou redes sociais.
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