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Publicado em 06/05/2026 - 08:05 / Clipado em 06/05/2026 - 08:05

Vacinação contra dengue avança de forma desigual no ABC


Henrique Araújo 

 

A vacinação contra a dengue segue em expansão na região, mas ainda avança de forma desigual entre os municípios. Levantamento feito pelo RD com base nos dados mais recentes divulgados pelas prefeituras aponta que a região já ultrapassa 48 mil doses aplicadas, porém a cobertura varia significativamente, com cidades que apresentam índices elevados e outras que ainda enfrentam limitações na oferta de imunizantes e na adesão da população.

A ampliação recente do público-alvo passou a incluir trabalhadores da saúde de 15 a 59 anos e pessoas de 59 anos, além dos adolescentes de 10 a 14 anos, que seguem como grupo prioritário inicial. Apesar disso, o ritmo de avanço depende da disponibilidade de doses e das estratégias adotadas por cada município.

Diadema lidera cobertura e amplia vacinação

Diadema registra um dos cenários mais avançados da região. Desde segunda-feira (04/05), o município passou a aplicar também a vacina do Instituto Butantan, em dose única, além de manter o imunizante da Takeda voltado a adolescentes.

Até 4 de maio, foram aplicadas 31.531 doses, segundo o Ministério da Saúde. A maior parte (30.584) foi destinada ao público de 10 a 14 anos, enquanto 445 doses atenderam trabalhadores da saúde e pessoas de 59 anos.

A cidade alcançou 78,26% de cobertura na primeira dose e 41,64% na segunda. A estratégia inclui microplanejamento, com identificação de áreas com baixa adesão e busca ativa da população. As vacinas estão disponíveis nas UBSs — com exceção das unidades Centro, Nova Conquista e Ruyce, em reforma — e um Dia D de multivacinação está previsto para 23 de maio.

São Bernardo e São Caetano ampliam público

Em São Bernardo, 1.388 pessoas já foram imunizadas. O município ampliou o atendimento para incluir adolescentes, trabalhadores da saúde e população geral até 59 anos que procura as unidades. A vacinação ocorre nas 35 UBSs, com intervalo de 90 dias entre as doses, mas ainda não há previsão de nova ampliação. A prefeitura prevê reforço nas campanhas de comunicação conforme a chegada de mais imunizantes.

Já em São Caetano, a ampliação começou no fim de abril. Além dos adolescentes, o município passou a atender trabalhadores da saúde e pessoas de 59 anos. Entre os jovens, 4.858 receberam a primeira dose e 2.560 a segunda, além de 250 profissionais imunizados desde fevereiro.

As doses estão disponíveis em 15 pontos de vacinação. Paralelamente, a cidade registra queda nos casos da doença: após 8.791 registros em 2024, o número caiu para 963 em 2025, com 14 confirmações neste ano. As ações incluem ainda controle do mosquito, com vistorias, eliminação de criadouros e nebulização.

Mauá segue vacinação conforme chegada de doses

Em Mauá, a vacinação segue estratégia escalonada, conforme a disponibilidade de imunizantes. A cidade utiliza a vacina Qdenga, da Takeda, para adolescentes, com 14.244 primeiras doses e 7.019 segundas, alcançando coberturas de 53,54% e 26,38%, respectivamente.

Já o imunizante do Instituto Butantan, aplicado em dose única, começou a ser utilizado em fevereiro e soma 366 aplicações. Desde o fim de abril, atende trabalhadores da saúde e pessoas de 59 anos. As doses estão disponíveis nas 23 UBSs.

Santo André mantém estratégia e aguarda definições

Em Santo André, a vacinação segue as diretrizes do Ministério da Saúde, com aplicação da vacina da Takeda em adolescentes e do imunizante do Butantan para trabalhadores da saúde e pessoas de 59 anos.

A cobertura está em 43,42% na primeira dose e 20,61% na segunda entre adolescentes. As vacinas estão disponíveis nas 34 unidades de saúde, mas não há previsão de ampliação do público no momento. O município também prepara a Campanha Nacional de Atualização da Caderneta de Vacinação, prevista entre agosto e setembro de 2026.

Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra enfrentam limitação

Em Ribeirão Pires, a vacinação foi ampliada para trabalhadores da saúde e pessoas de 59 anos, mas o município aguarda novas remessas para ampliar o atendimento. Por enquanto, a imunização segue com estoques remanescentes nas 11 unidades de saúde.

Já em Rio Grande da Serra, a vacinação avança de forma gradual desde 2024. Em 2026, a estratégia passou a incluir profissionais da saúde. O município aplicou cerca de 1.500 doses e apresenta cobertura próxima de 30%, com distribuição controlada conforme critérios do Ministério da Saúde.

Cenário ainda exige avanço

Apesar da ampliação do público e do crescimento no número de doses aplicadas, o cenário no ABC ainda é marcado por diferenças no ritmo de vacinação. A disponibilidade de imunizantes e a adesão da população seguem como fatores determinantes para o avanço da cobertura e para o fortalecimento da proteção contra a dengue na região.

 

https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3822181/vacinacao-contra-dengue-avanca-de-forma-desigual-no-abc/

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Seção: Saúde