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Publicado em 25/04/2026 - 08:30 / Clipado em 25/04/2026 - 08:30

Servidores de S.Caetano seguem sem acordo salarial após atraso no dissídio


Fernanda Bertoncini 

Atraso no dissídio salarial dos servidores não é inédito no município (Foto: Ricardo Quiles/PMSCS)

 

Os servidores públicos municipais de São Caetano enfrentam impasse na Campanha Salarial 2026, após o atraso no repasse do dissídio coletivo por parte gestão Tite Campanella. A data-base da categoria é no mês de março, mas, até o momento, não houve acordo firmado entre a administração municipal e o sindicato, o que tem gerado insatisfação entre os trabalhadores.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos (Sindserv-SCS), a pauta de reivindicações foi protocolada no dia 12 de março, com pedido de reunião em caráter emergencial. No entanto, as negociações só foram iniciadas em abril, em descumprimento do calendário esperado e ampliação do clima de tensão entre servidores e Executivo.

Entre as principais reivindicações da categoria está a reposição da inflação medida pelo IPCA, estimada em 3,81%, acrescida de 10% de aumento real. “A medida é necessária para recompor perdas acumuladas e garantir a valorização dos servidores municipais”, argumenta a diretora administrativa do Sindserv-SCS (Sindicato dos Servidores Públicos de São Caetano do Sul), Joelma Gomes.

Segundo a entidade, a Prefeitura apresentou duas propostas, mas ambas foram rejeitadas. A primeira previa apenas a reposição inflacionária, com pagamento retroativo em parcela única. Já a segunda propunha reajuste de 5,1%, sem retroatividade e com pagamento parcelado ao longo do ano, o que também não foi aceito pelos trabalhadores.

Como alternativa, o sindicato apresentou contraproposta de 6% de reajuste, com aplicação retroativa à data-base e pagamento em parcela única. A entidade também critica o fato de ainda haver valores retroativos pendentes de anos anteriores e aponta possíveis ilegalidades no parcelamento. “Além disso, a proposta de parcelamento da Prefeitura é ilegal no que tange ao Piso do Magistério, pois deixaria os professores abaixo do valor fixado por lei até o mês de setembro”, aponta Joelma Gomes.

Votação segue até segunda-feira

O atraso no dissídio não é inédito e já foi alvo de questionamentos políticos em anos anteriores, quando o reajuste também deveria ter sido definido em março, mas acabou postergado e gerou cobranças na Câmara . Diante do novo impasse, o Sindserv-SCS abriu consulta digital para que os servidores decidam os próximos passos, enquanto a falta de definição mantém a pressão sobre a gestão Titel. A votação seguirá até segunda-feira (30), onde a categoria decidirá entre as propostas da Prefeitura ou a rejeição total.

Em nota, a Prefeitura informa que já realizou reuniões com o sindicato da categoria para tratar do reajuste salarial dos servidores municipais. No momento, a proposta segue em análise e ainda não há definição sobre percentual ou data de pagamento. A administração municipal deve retomar as tratativas em breve, em continuidade ao diálogo com a categoria.

 

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Seção: Política