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Publicado em 20/04/2026 - 18:15 / Clipado em 20/04/2026 - 18:15

ABC tem o trimestre mais letal da história da estatística de mortes no trânsito


George Garcia 

 

Em três meses deste ano 71 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito no ABC, número 26,8% superior que os 56 casos do mesmo período do ano passado. Esse é o pior primeiro trimestre de um ano desde que o Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito), começou a tabular os mortos nas ruas e avenidas do Estado em 2015. Antes, o ano cujo primeiro trimestre teve mais mortos foi 2015, quando a região somou 61 casos. O número deste ano não só supera a marca como fica 16,4% acima. Motociclistas e homens de até 40 anos são maioria entre os mortos.

Das sete cidades da região só São Caetano e Rio Grande da Serra não registraram alta de morte do trânsito, mas ambas têm os menores números da região. Diadema foi a que teve a maior alta e comparado com os trimestres iniciais de 2025 e 2026 o aumento foi de 100%, passando de cinco para 10 mortes. Porém, no histórico de 11 anos de Infosiga o município, que viu o pico chegar no primeiro trimestre de 2020, com 16 fatalidades, vinha reduzindo ano a ano os óbitos nas ruas e avenidas até voltar a aumentar neste ano.

Mauá começou a série histórica do Infosiga com 16 mortos no primeiro trimestre de 2015, teve o menor número de casos nos primeiros três meses de 2017, com apenas uma morte e o número voltou a subir chegando a nove casos em 2022, chegou em 2025 com sete casos no primeiro trimestre, mas neste ano o número saltou para 10. Praticamente a mesma coisa pode ser vista em Ribeirão Pires onde três pessoas morreram nos primeiros 90 dias de 2025 e neste ano já foram cinco mortos até 31 de março.

São Bernardo teve 28 mortos em três meses deste ano, igualando o número que teve entre janeiro e março do 2023, sendo estes os trimestres mais fatais na cidade desde que o Infosiga foi lançado. No ano passado, nos primeiros três meses foram 25 mortos.

Santo André teve o maior número de fatalidades no trânsito nestes 11 anos de estatísticas. Foram 17 pessoas que perderam a vida na cidade em três meses; antes o maior número tinha sido 14, registrado tanto nos primeiros três meses de 2015, quanto no mesmo período de 2024.

Perfil

Quanto ao perfil das vítimas fatais do trânsito do ABC, os números consolidam que os motociclistas são os que mais morrem. Das 71 fatalidades, 30 delas, ou 42%, estavam em veículos de duas rodas, o que tem sido observado também no histórico do Infosiga. Neste ano 26% dos mortos eram pedestres, 21% estavam em carros e 6% eram ciclistas.

De cada 10 vítimas de acidentes fatais, praticamente nove são homens. Os números do primeiro trimestre de 2026 apontam que 87% dos mortos eram homens. A estatística aponta também a prevalência de pessoas mais jovens entre os mortos; quase metade tinha menos de 40 anos de idade. O Infosiga aponta que dos 71 mortos, 35, ou 49,3% tinham entre 20 e 39 anos de idade.

 

https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3814002/abc-tem-o-trimestre-mais-letal-da-historia-da-estatistica-de-mortes-no-transito/

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Seção: Cidades