Publicado em 08/04/2026 - 08:41 / Clipado em 08/04/2026 - 08:41
PL expulsa Tite Campanella após críticas a senadores
Decisão da executiva estadual ocorreu após queixa do senador Marcos Pontes; vereadores renunciam à direção municipal
Maicom

Crítica ao Senado foi feita durante sessão solene
O diretório executivo do PL decidiu nesta terça-feira (7) expulsar o prefeito de São Caetano, Tite Campanella, dos quadros da legenda. A medida foi tomada após queixa do senador Marcos Pontes, que foi alvo de críticas feitas pelo chefe do Executivo municipal durante cerimônia de entrega do título de Cidadão São-Caetanense ao deputado Guilherme Derrite, realizada no mês passado.
Contudo, durante o evento, Tite questionou a representatividade dos senadores paulistas e afirmou que o Estado teria baixa atuação no Senado. “São Paulo é o Estado mais importante do País e tem a pior representatividade do Senado e da União. Temos três senadores que não correspondem ao que o Estado espera deles”, declarou o prefeito na ocasião.
Nesse sentido, a executiva estadual do PL, presidida por José Tadeu Candelária, informou que a decisão foi tomada após parecer da comissão de ética do partido.
Apesar disso, Tite Campanella reagiu à decisão e criticou a condução do processo disciplinar. “Lamenta a forma como esse processo foi conduzido. Opiniões divergentes são a base da formação partidária, e a base sobre a qual construímos nossa democracia”, afirmou. Ainda assim, o prefeito reiterou sua posição. “Não retiro nada do que disse sobre a baixa qualidade da representatividade do Estado no Senado”, completou.
Além disso, o chefe do Executivo também comentou os impactos políticos da decisão no município. “Lamento, ainda, que, com minha saída, o PL de São Caetano do Sul ficará entregue a lideranças aliadas a Lula e Alckmin”, declarou, ampliando o tom crítico à direção partidária.
Contudo, após a expulsão, quatro vereadores anunciaram renúncia à executiva municipal do PL. Cicinho, Dr. Seraphim, Luis Galarraga e Caio Salgado deixaram os cargos de direção local, embora permaneçam filiados
Cicinho afirmou que soube da expulsão pela imprensa e classificou a situação como lamentável. “É muito triste você, como presidente de partido, ficar sabendo de uma informação tão ruim através dos meios de comunicação”, disse. Por fim, o parlamentar também criticou o momento político da decisão. “Estamos em um ano pré-eleitoral e nós não podemos penalizar um prefeito de uma cidade como São Caetano por uma fala de discordância”, concluiu.
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Seção: Política