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 Site Revista Oeste

Publicado em 07/04/2026 - 21:20 / Clipado em 07/04/2026 - 21:20

PL expulsa prefeito que criticou Marcos Pontes


Anderson Scardoelli

 

O Partido Liberal (PL) não administra mais São Caetano do Sul, cidade do Grande ABC Paulista que ostenta o título de maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Brasil. Por críticas ao senador Astronauta Marcos Pontes, a legenda sob controle de Valdemar Costa Neto expulsou, nesta terça-feira, 7, de seus quadros de filiados o prefeito sul-caetanense, Tite Campanella.

A expulsão do prefeito de São Caetano do Sul do PL se deu, segundo o jornal Folha de S.Paulo, por declarações ocorridas durante sessão solene da Câmara Municipal em 25 de março. Na ocasião, o Legislativo local concedeu o Título de Cidadão Sul-Caetanense ao deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP).

Ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo e relator do Projeto de Lei Antifacção na Câmara dos Deputados, Derrite é pré-candidato ao Senado.

Presente à homenagem dos vereadores a Derrite, Tite criticou a atual representação paulista no Senado. De acordo com o prefeito, o Estado “tem três senadores que não contam absolutamente nada”. Além de Marcos Pontes, os atuais senadores por São Paulo são Alexandre Giordano (MDB) e Mara Gabrilli (PSD).

“É um absurdo que São Paulo não tenha representação no Senado. É uma tristeza”, disse Tite, no evento de março. “Precisamos de senadores bons. Senadores com coragem.”

Apesar das críticas a Marcos Pontes, o prefeito de São Caetano do Sul fez questão de reforçar o seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Expulso do PL, prefeito mantém criticas a Marcos Pontes

Em nota encaminhada a Oeste, Tite Campanella reforçou a suas críticas a Marcos Pontes e aos outros dois senadores de São Paulo. Além disso, reclamou da forma como se deu o seu processo de expulsão do PL. Ele estava filiado ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro desde março de 2024.

“Opiniões divergentes são a base da formação partidária, e a base sobre a qual construímos nossa democracia. Quem age assim não pode reclamar, no futuro, de atos que o desagradem”, afirmou Tite. “Não retiro nada do que disse sobre a baixa qualidade da representatividade do Estado de São Paulo no Senado. Lamento, ainda, que, com minha saída, o PL de São Caetano do Sul ficará entregue a lideranças aliadas a Lula e Alckmin.”

A expulsão de Tite resultou em debandada do comando do diretório do PL em São Caetano do Sul. Quatro dos cinco vereadores filiados ao partido anunciaram, na tarde desta terça-feira, renúncias de seus postos de liderança na estrutura municipal da legenda: Cicinho Moreira (presidente), Caio Salgado (vice-presidente), Luís Galarraga (secretário) e Carlos Humberto Seraphim (suplente do diretório). Por causa das regras eleitorais, os quatro seguem filiados ao PL, mas não integram mais a chefia do diretório sul-caetanense da sigla.

Com as saídas, caberá ao presidente do PL paulista, Tadeu Candelária, definir a nova composição da diretoria da legenda em São Caetano do Sul. Candelária foi o responsável pela expulsão de Tite Campanella. 

 

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Seção: Política