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Publicado em 30/03/2026 - 19:25 / Clipado em 30/03/2026 - 19:25

Bruna Biondi defende mais propostas que protejam mulheres em S. Caetano


Carlos Carvalho 

 

Nos últimos anos a aprovação de projetos de lei para proteger as mulheres dos mais diversos tipos de violência vem ganhando força no Congresso Nacional. Mesmo assim, ainda existe a pressão para que estados e municípios façam o mesmo. Ao RDtv a vereadora de São Caetano, Bruna Biondi (PSOL), ressalta a necessidade de ações que reduzir os gargalos que ainda geram brechas para os agressores.

“Já existe algum nível de consenso entre a extrema direita de que agredir mulheres é errado, certo? Então isso já é algum nível de consenso, mas amaneira como a gente reflete políticas públicas para que a agressão sequer exista, eu acho que é aí onde mora muitas vezes o gargalo. A gente tem leis importantes e precisa avançar, a gente tem eis importantes que tipificam a violência doméstica, como a lei Maria da Penha. Temos que avançar, por exemplo, no debate que a gente está tendo no Congresso, agora no Senado, para a criminalização da misoginia, que é muito importante.”, inicia.

“A misoginia que é justamente o discurso de ódio às mulheres, com o crescimento dos movimentos Red Pill, enfim, que ativamente atuam nas redes sociais propagando o ódio às mulheres e a liberdade das mulheres como um todo, desrespeitando mulheres. Então a gente precisa refletir como combater essa cultura e dessa maneira como prevenir que as mulheres consigam evitar de serem colocadas nessa situação muito vexatória de que a violência contra a mulher só passa a ser lidada a partir do momento que o pior acontece. Para isso, eu acredito que a gente precisa evoluir em políticas públicas de prevenção.”, segue a parlamentar.

Apesar das dificuldades para emplacar projetos, a vereadora conseguiu alguns avanços como a lei que garante que os estabelecimentos comerciais tenham uma placa que os mecanismos de denúncia em casos de assédio ou qualquer tipo de violência. Além disso, fez coro a necessidade da cidade em ter uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) 24 horas, principalmente para o auxílio dos casos que ocorrem à noite ou aos finais de semana.

Outra pauta defendida é a possibilidade de um apoio jurídico às vítimas que buscam ajuda no Centro de Referência e Apoio à Mulher. E lamentou a proposta rejeitada na Câmara sobre o apoio psicológico para as vítimas de violência sexual.

Lembrança

Recentemente o mandato de Bruna Biondi promoveu uma homenagem a jornalista Mariama Correia, da Agência Pública, que participou da equipe que denunciou o escândalo sexual envolvendo o empresário Samuel Klein, inclusive com casos que ocorrem em São Caetano. Para a vereadora, ainda existe um receio em falar sobre esse caso na cidade.

“A conduta de São Caetano, do poder público é a pior possível porque a gente segue, a gente segue tendo o nome de um estuprador e de um explorador de crianças como um nome de rua, eu acho que isso é muito brutal, é muito brutal que a gente se estarreça com tantas notícias de estupros de vulneráveis, como o caso do Epstein nos Estados Unidos, eu acho que não tem nenhuma pessoa que não se choque com isso, mas então por que a gente segue homenageando um estuprador como nome de rua?”, questiona.

“Tem horas que eu me pego pensando nesse caso e eu não consigo entender o porquê o poder público municipal ainda se presta a esse papel e a esse absurdo de colocar o alinhamento político e econômico da família Klein com a elite política de São Caetano como algo maior do que a luta por justiça e memória às tantas vítimas de Samuel Klein.”, concluiu

 

https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3803317/bruna-biondi-defende-mais-propostas-que-protejam-mulheres-em-s-caetano/

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Seção: Política