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Publicado em 22/03/2026 - 08:02 / Clipado em 22/03/2026 - 08:02

ABC conta com apenas 16 mulheres presidentes de partidos políticos


Carlos Carvalho 

 

Maioria na população, entre os eleitores e entre os filiados em partidos políticos, as mulheres ainda contam com dificuldades para terem cargos de liderança. Tal realidade é vista na formação dos diretórios municipais das legendas no ABC. Segundo levantamento feito junto ao sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dos 210 diretórios na região, 105 estão com sua direção atualizada nesse sistema. Em apenas 16 há mulheres no comando.

Diadema, cidade que conta com duas vereadoras (Fernanda Durães, MDB e Patty Ferreira, PT), não há mulheres no comando. Em duas cidades existem quatro mulheres designadas para liderar seus respectivos diretórios municipais. Em Ribeirão Pires temos: Bruna Lemos Martines (PCdoB); Perla de Freitas (AGIR); Tatiana Tibério (PDT); e a vereadora Fernanda Henrique (PT). Em São Bernardo temos: Denise Santos (AGIR); Mariana Manente (PSD); Thais Santiago (MDB); e a vereadora Nina Braga (PL).

Em Mauá são três nomes: a ex-primeira-dama Andreia Rios (União Brasil); Amanda Bispo (Unidade Popular); e Mayara Camargo (Cidadania). Em Rio Grande da Serra são duas: Diana Tabarelli (PDT) e a ex-prefeita Penha Fumagalli (PSD). Outras duas estão em Santo André: Caroline Camila da Costa Pinto (PP) e Clenilza Panato (PCO). E em São Caetano, Mariana Perin é a presidente do PV.

Executivas estadual e nacional

O mesmo cenário também é visto quando se busca as nominatas dos diretórios partidários no Estado de São Paulo e nas executivas nacionais. Em todo o Estado, apenas duas mulheres comandam partidos. Débora Lima preside o PSOL e Vivian Mendes lidera a Unidade Popular.

Nacionalmente são quatro nomes. O Democrata, novo nome do PMB (Partido da Mulher Brasileira), é presidido por Suêd Haidar. O PCdoB tem como presidente a atual ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. A deputada federal Renata Abreu é a presidente nacional do Podemos. E Paula Coradi preside o PSOL.

Cenário

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as mulheres formam a maioria do eleitorado, mas isso não se reflete em uma alta na eleição de mulheres. Na última eleição municipal, em 2024, as mulheres formavam 52% dos eleitores, ocuparam 34% das candidaturas e conseguiram 18% das vagas, sendo que 15% foram reeleitas.

Ainda sobre este pleito, a maioria das candidatas eram brancas (46,9%), a maior parte com a faixa etária entre 40 e 44 anos (16,5%). Em relação ao estado civil há uma aproximação entre solteiras (41,8%) e casadas (41,4%). Sobre o grau de instrução, 38,3% tinham o Ensino Médio completo e 34,3% tinham o Ensino Superior Completo.

A última eleição geral, em 2022, não difere muitos com os números de dois anos atrás. Há quatro anos as mulheres formavam 53% do eleitorado e 34% das candidaturas. 18% foram eleitas e 14% foram reeleitas.

Sobre o pleito geral de 2022, 45,3% das candidatas eram brancas. Duas faixas etárias contaram com o mesmo percentual (16,3%), sendo elas 40 a 44 anos e 45 a 49 anos. 39,6% estavam solteiras e 39,1% estavam casadas. 54,2% tinham o ensino superior completo.

 

https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3798791/abc-conta-com-apenas-16-mulheres-presidentes-de-partidos-politicos/

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Seção: Política