Publicado em 18/03/2026 - 11:20 / Clipado em 18/03/2026 - 11:20
São Caetano avança na implementação de serviço à saúde mental
Prefeitura já alugou imóvel para iniciar o acolhimento, que tem previsão de atender até dez pacientes
Wilson Guardia

FOTO: Celso Luiz/DGABC/Banco de Dados
A cidade de São Caetano avança em políticas públicas voltadas a tratamentos, terapias e acompanhamentos destinados a pacientes com transtornos mentais. Está em implementação a residência terapêutica. O serviço, vinculado à Secretaria de Saúde, ainda não tem data para ser inaugurado, mas, segundo apurou o Diário, dez pacientes serão atendidos em uma casa localizada entre os bairros Santa Paula e Oswaldo Cruz.
O imóvel, em um terreno de 500 m² e com 473 m² de área construída, foi locado pela Prefeitura pelo valor mensal de R$ 15.292,13. A vigência do contrato é de 12 meses, contados a partir da assinatura, em 10 de fevereiro de 2026, prorrogável por igual período.
Segundo apurou a reportagem, a casa passará por reformas e adequações, além de receber mobiliário para a prestação dos serviços de acolhimento e acompanhamento.
A gestão do prefeito Tite Campanella (PL), que tem à frente da Secretaria de Saúde Adrina Berringer, não deu detalhes sobre o serviço, mas, no geral, as residências terapêuticas via SUS (Sistema Único de Saúde) realizam acolhimento de pacientes egressos de internações de longa duração em hospitais psiquiátricos, com perda decorrente de autonomia e de vínculos familiares e sociais. O papel das residências terapêuticas é fundamental na estratégia de desinter-nação, na promoção do convívio social e restabelecimento de laços afetivos de pacientes psiquiátricos.
“Estamos prestes a dar um passo essencial em relação ao suporte para as pessoas com transtornos críticos, principalmente para aquelas que não possuem apoio familiar e que possam estar em situação de vulnerabilidade social”, disse o líder de governo, vereador César Oliva (PSD).
NOSSA SAÚDE MENTAL
O Diário, em 13 de abril do ano passado, passou a encabeçar a campanha Nossa Saúde Mental. A proposta visa a jogar luz sobre o tema e mobilizar a opinião pública, lideranças políticas e outros agentes da sociedade para um assunto de importância que atinge todas as classes sociais, níveis de escolaridade e faixas etárias.
Nas ruas, a população do Grande ABC tem aderido ao movimento e endossado apoio às ações. É o caso do encarregado de estoque Marcelo de Deus Teixeira, 57 anos, morador de Mauá. “A residência terapêutica é de extrema importância, principalmente para quem está em situação de vulnerabilidade e sem apoio de familiares. Essas casas contribuem para a reabilitação e convívio social”, disse.
A analista financeira Rosimeire Ferreira Gomes da Silva, 60 anos, moradora de São Caetano, considera que as casas têm alto grau de importância dentro do escopo de serviço oferecido no cuidado à saúde mental dos assistidos. “Todo mundo tem direito à reabilitação. Já tive casos na família e essas casas ajudam muito.”
A moradora de Santo André Elaine Ramires da Rocha, 37 anos, auxiliar de logística, defende a implementação de casas terapêuticas. “É de grande valia porque ajuda essas pessoas debilitadas diante de uma população que se esquece delas. Eles (assistidos) não estão nas residências terapêuticas porque querem, estão lá porque ficaram mentalmente doentes e sem apoio familiar.”
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: São Caetano