Publicado em 17/03/2026 - 19:28 / Clipado em 17/03/2026 - 19:28
Bolsonarismo não acabou, dispara Scucuglia na tribuna e causa confusão
Parlamentar levou ao plenário imagem em tamanho real do senador Flávio Bolsonaro (PL); ato ocorreu na sessão desta terça-feira (17) na Câmara e causou bate-bocas em plenário
Wilson Guardia

O vereador de São Caetano Américo Scucuglia (PRD) levou para a tribuna um totem, em tamanho real, representando a imagem do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Na sessão desta terça-feira (17), o parlamentar usou do expediente da explicação pessoal para justificar uma promessa da semana passada de que o congressista estaria no Legislativo. “A presença física não aconteceu. Essa presença simbólica representa muito mais que uma pessoa, representa uma esperança, um sentimento de patriotismo e de liberdade de expressão”.
Scucuglia, ainda na tribuna, disparou: “O bolsonarismo não acabou. É um sentimento, um movimento que continua vivo”.
Após a fala, o primeiro-secretário, vereador Jander Lira (PSB), reclamou com o presidente da Câmara, Carlos Humberto Seraphim, o Dr. Seraphim (PL), sobre o posicionamento do totem ao lado da mesa diretora. “Esse boneco não pode ficar na mesa, porque a mesa representa a Casa”, esbravejou o pessebista.
Na sequência, Seraphim pediu para que o objeto fosse retirado do plenário. Américo protestou e justificou que não estava “denegrindo” ninguém e que tal imagem não era ofensiva ou ataque pessoal, mas que, “de forma democrática e acatando sua ordem presidente”, deslocaria o totem para fora do plenário.
Todavia, provocou, sem citar nomes, colegas de Parlamento que se sentiram incomodados com a imagem em tamanho real. “Tem muitas melancias: verdes por fora, mas vermelhas por dentro”, uma analogia adotada por Scucuglia para dizer que alguns vereadores se dizem de direita, mas apoiam a esquerda.
O decano Gilberto Costa (Avante) esbravejou fora dos microfones que a fala do colega era ofensiva. Neste momento, Dr. Seraphim afirmou: “Melancia é melhor do que o vereador fruta podre”. A fala gerou confusão e os bate-bocas em plenário aumentaram. Por dois a três minutos, pouco se entendia em meio às gritarias. Na sequência, a sessão voltou ao normal.
Mais tarde, ainda na sessão, o vereador Gilberto Costa (Avante) disse que desde o início do anúnico da vinda de Flávio Bolsonaro à Câmara não deu muita credibilidade, mas que o que aconteceu nesta terça-feira (17) foi uma "palhaçada".
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: Política