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 Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP

Publicado em 13/03/2026 - 18:10 / Clipado em 13/03/2026 - 18:10

Atos pelo funcionamento das DDMs 24 horas mobilizam região


POR REDAÇÃO

 

A organização Ocupação da Mulher Operária e o Movimento de Mulheres Olga Benário promoveram, nesta sexta-feira (13), um ato de denúncia da violência contra a mulher e reivindicaram o funcionamento 24 horas das DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher) na região.

Além da cidade são-caetanense, o protesto aconteceu simultaneamente em Santo André, São Bernardo e Mauá. Realizado em frente à estação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), os manifestantes de São Caetano fizeram um abaixo-assinado pelo funcionamento de forma ininterrupta das delegacias. 

“Dados mostram que as mulheres sofrem violência e correm risco de morte principalmente à noite, madrugada, final de semana e feriados. E mesmo assim as delegacias funcionam em horário comercial. Então, esse ato é para pressionar o poder público para estender o horário”, disse uma das organizadoras e participantes do Movimento Olga Benário, Isabella Leal, 21 anos.

Além do abaixo-assinado, o ato distribuiu panfletos sobre os direitos das mulheres e cobrou mais investimentos em políticas públicas de proteção. “É muito fácil dizer que acabaram os feminicídios aqui em São Caetano, mas esse é o estágio final da violência. O agressor tem responsabilidade pela violência e, para nós, o aumento do feminicídio vem da crescente do fascismo e do patriarcado”, disse Isabella, que é estudante de Psicologia na USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

No Grande ABC, apenas Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não contam com DDMs. Contudo, nas outras cidades o serviço ainda não funciona ininterrupto. Em fevereiro deste ano, o prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), anunciou a parceria com o Governo do Estado de São Paulo para a implementação de uma unidade nesse formato, com previsão de entrega no final de março.

Já em São Caetano, o prefeito Tite Campanella (PL) confirmou uma DDM 24 horas até o final do ano, dentro do Quarteirão da Segurança Pública, espaço na Avenida Goiás que visa aglutinar diversos setores da área.

Ainda de acordo com a organizadora, o ato também serve para homenagear as vítimas de feminicídio, como Gabriela Mariel Silvério, militante da causa em Mauá e vítima de feminicídio aos 33 anos em 2025. 

 

VIOLÊNCIA

O protesto aconteceu um dia após mais um caso de feminicídio ser noticiado na região. O corpo de Sabrina Cândido Pontes, 24 anos, foi encontrado jogado em uma mata no Riacho Grande, em São Bernardo, após ficar desaparecida desde o dia 6.

A jovem foi morta estrangulada. O acusado pelo crime é o ex-marido da vítima, Luciano Xavier Brito de Sousa, 32, que teve a prisão temporária decretada e permanece na cadeia de São Caetano. 

Esse foi o quarto caso de feminicídio no Grande ABC somente em 2026.

 

ATO RELIGIOSO

O Conselho Diocesano Feminido e o CNBL (Conselho Nacional do Laicato do Brasil da Diocese de Santo André) promovem neste domingo (15) a Caminhada Feminina em Defesa das Mulheres diante do aumento dos casos de violência. Em nota publicada em 26 de fevereiro, a diocese manifestou profunda preocupação com essa realidade, afirmou que toda agressão contra a mulher fere gravemente a dignidade humana e reafirmou seu compromisso com a defesa da vida, da justiça social e da valorização efetiva dos direitos das mulheres.

A mobilização terá início às 16h, com concentração na Matriz de Santo André, seguindo em caminhada até a Catedral Nossa Senhora do Carmo, onde, às 18h, será celebrada a Santa Missa. “Mais do que uma manifestação, a caminhada quer ser um testemunho comunitário de que a violência contra a mulher não pode ser normalizada, silenciada ou relativizada”, disse a diocese.

 

https://www.dgabc.com.br/Noticia/4290080/atos-pelo-funcionamento-das-ddms-24-horas-mobilizam-regiao

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Seção: Setecidades