Publicado em 11/03/2026 - 19:28 / Clipado em 11/03/2026 - 19:28
Jornalista fratura o ombro após queda em rua com pedriscos em S.Caetano
Ana Carolina Reis

Buracos na via, recapeamento e falta de sinalização ocasionaram o acidente de Alexandre Peregrino (Foto: Arquivo Pessoal)
O jornalista Alexandre Peregrino, que também atua como entregador de encomendas via aplicativo, aguarda cirurgia após sofrer fratura no ombro em um acidente de moto ocorrido no dia 6 de março, na rua Amazonas, no bairro Oswaldo Cruz, em São Caetano. Em entrevista ao RD, Alexandre afirma que a queda ocorreu em um trecho recém-recapeado da via, onde ainda havia pedriscos soltos e um buraco na pista.
Segundo Peregrino, no momento do acidente ele realizava uma entrega e seguia pela rua em baixa velocidade, cerca de 30 km/h. Ao entrar no trecho, percebeu que o asfalto apresentava condições irregulares. Pouco depois, a roda dianteira da moto teria deslizado, provocando a queda.
“Não foi por imprudência minha nem por culpa de terceiros. Foi por causa de uma via que não estava sinalizada e ainda tinha resíduos do recapeamento”, diz.
Moradores que estavam no local acionaram o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O jornalista relata que, durante o atendimento, ouviu de socorristas que outros acidentes semelhantes já teriam ocorrido na mesma rua após o recapeamento.

Cirurgia no ombro do entregador está agendada para o dia 17 de março (Foto: Arquivo Pessoal)
“O profissional do Samu comentou que já era o quarto motociclista que caía em rua de recapeamento. Só naquela rua ele disse que já tinha atendido outros dois”, conta.
Inicialmente, Peregrino foi levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Engenheiro Júlio Marcucci Sobrinho, onde realizou exames de raio-x e tomografia que confirmaram a fratura no úmero, além de escoriações no rosto. Após cerca de três horas na unidade, ele foi transferido para o Hospital Maria Braido, onde permanece internado.
O jornalista afirma que só recebeu informações sobre a cirurgia nesta quarta-feira (11), após insistir em conversar com um médico. Segundo ele, o procedimento está previsto para o próximo dia 17 de março.
Com o braço imobilizado, Peregrino relata dificuldades para realizar atividades básicas no dia a dia. “Eu não consigo sentar, me virar na cama ou ir ao banheiro sozinho. Não tenho autonomia para quase nada”, diz.
A Prefeitura foi procurada para comentar as condições da via onde ocorreu o acidente, bem como as denúncias sobre pedriscos e falta de sinalização após o recapeamento. No entanto, informou apenas que a rua passa por obras de drenagem há meses, “com ampla divulgação nos canais oficiais da Prefeitura e na imprensa”.
A administração diz, ainda, que o local tem ampla sinalização, em atendimento às normas vigentes.
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Seção: Cidades