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Publicado em 10/03/2026 - 18:24 / Clipado em 10/03/2026 - 18:24

ABC registra 348 casos suspeitos de dengue e dois óbitos em investigação


Ana Carolina Reis 

 

O ABC soma 348 casos suspeitos de dengue em 2026, além de dois óbitos em investigação, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre as cidades, Diadema lidera o número de notificações, com 123 registros suspeitos da doença.

Em Santo André, são 69 casos suspeitos. São Bernardo aparece logo em seguida, com 66 registros e uma morte em investigação. Mauá contabiliza 34 casos suspeitos e um óbito sob investigação. Já Ribeirão Pires tem 24 registros, enquanto Rio Grande da Serra soma 21 casos. São Caetano, por sua vez, apresenta o menor número na região, com 11 suspeitas.

No cenário mais amplo, o Brasil registra 130.293 casos suspeitos de dengue, com 127 mortes em investigação e 28 óbitos confirmados. No Estado de São Paulo, são 28.026 suspeitas, além de 51 mortes em investigação e três confirmadas.

Doença sazonal

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e possui um padrão sazonal no Brasil, com aumento no número de casos entre outubro e maio, período marcado por temperaturas mais altas e maior volume de chuvas.

A doença faz parte do grupo das arboviroses, infecções causadas por vírus transmitidos por artrópodes, como mosquitos. Fatores como urbanização acelerada, crescimento populacional desordenado, deficiência no saneamento básico e condições climáticas favoráveis contribuem para a proliferação do mosquito transmissor.

O acúmulo de água parada em recipientes, caixas d’água destampadas, pneus, garrafas e outros objetos é um dos principais fatores que favorecem a reprodução do mosquito.

Sintomas e risco de agravamento

A dengue é considerada uma doença febril aguda, que pode ser debilitante, mas geralmente é autolimitada. Os sintomas mais comuns incluem: febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náusea, cansaço, dores nas articulações e manchas vermelhas na pele.

De acordo com o Ministério da Saúde, todas as faixas etárias são suscetíveis à doença, mas idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, apresentam maior risco de desenvolver formas graves.

Nos casos mais graves, podem surgir sintomas como: dor abdominal intensa, vômitos frequentes, tontura ou sensação de desmaio, irritabilidade ou cansaço extremo, dificuldade para respirar, sangramentos no nariz e gengivas ou fezes.

Diante desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

Ações de combate na região

Diante do aumento das notificações, cidades do ABC têm intensificado ações de prevenção e combate ao mosquito. Em Diadema, a prefeitura realizou dois mutirões neste ano para vistoriar residências e comércios, identificar possíveis criadouros do mosquito e orientar moradores. As ações ocorreram nos territórios das UBSs ABC, Canhema, Nações, Paineiras, Maria Tereza e Reid, com previsão de expansão para outras regiões da cidade.

Em Rio Grande da Serra, agentes de combate às endemias realizam visitas diárias e aplicam a Avaliação de Densidade Larvária (ADL) para monitorar a presença do mosquito.

Já Ribeirão Pires mantém vistorias nos bairros e instalou mais de 900 armadilhas para monitoramento e controle do vetor. Em São Caetano, as equipes de saúde realizam visitas a residências e comércios, além da ADL e nebulização em áreas com casos confirmados da doença.

 

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Seção: Cidades