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 Site Correio Braziliense - Brasília/DF

Publicado em 28/01/2026 - 19:30 / Clipado em 28/01/2026 - 19:30

Caso Orelha: Agência de turismo rompe parceria com rede de hotéis


Empresa de São Caetano do Sul anunciou o fim dos negócios após repercussão de maus-tratos que resultaram na morte do cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis

Por Giovanna Sfalsin

 

Uma agência de viagens de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, anunciou nesta quarta-feira (28/1) o rompimento da parceria comercial com a rede responsável pelo Majestic Palace Hotel Florianópolis, Rede Mar Canavieira e Al Mare Florianópolis. A decisão foi divulgada por meio de uma nota oficial publicada nas redes sociais da empresa.

Segundo as informações divulgadas, a rede de hotéis pertence aos pais dos adolescentes investigados por envolvimento no caso de maus-tratos que resultou na morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Santa Catarina. Os mesmos adolescentes também são apontados como suspeitos de tentar afogar outro cachorro, o cão Caramelo, jogado ao mar, que sobreviveu.

Na nota, a agência afirmou que não compactua com atitudes que contrariem seus princípios e valores institucionais. “Somos uma empresa que preza pelo respeito, pela ética e pelo cuidado com todos — pessoas e animais. Não compactuamos com qualquer tipo de ação que vá contra nossos valores”, destacou o comunicado.

A empresa também reforçou que seguirá atenta à conduta de parceiros comerciais e manterá o compromisso de indicar apenas estabelecimentos alinhados aos princípios que defende.
 

Entenda

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte de Orelha, um cão comunitário de aproximadamente 10 anos, que era cuidado de forma espontânea por moradores da Praia Brava. O caso veio à tona no dia 16 de janeiro, quando a polícia foi informada do desaparecimento do animal. Dias depois, Orelha foi encontrado por um de seus cuidadores gravemente ferido e agonizando.

Devido à gravidade dos ferimentos, o cão não resistiu e precisou ser submetido à eutanásia. Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante a investigação.

Além disso, foi confirmado a investigação de dois casos distintos de maus-tratos. Um deles envolve o cão Orelha, que, segundo laudo pericial, foi agredido com um instrumento contundente. O outro é o caso de Caramelo, que teria sido jogado no mar pelo mesmo grupo de adolescentes.

 

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Seção: Santa Catarina