Publicado em 27/01/2026 - 19:38 / Clipado em 27/01/2026 - 19:38
ETEC Jorge Street oficializa a Prefeitura de SCS para a manutenção do Tarifa Zero
Redação
Direção da unidade solicita estudo técnico para manter a gratuidade para alunos e professores não residentes no município, além da continuidade do Circular Universitário.
Buscando uma saída para que alunos e professores não residentes em São Caetano do Sul possam continuar com a gratuidade ao transporte público do município, a direção da ETEC (Escola Técnica Estadual) Jorge Street entregou, na tarde de sexta-feira (23), um ofício ao Chefe de Gabinete do Prefeito, Bruno Vassari. O documento solicita a abertura de um estudo técnico de viabilidade visando a manutenção do “Tarifa Zero” para discentes e docentes não moradores da cidade, abrangendo tanto a rede pública quanto a privada de ensino.
De acordo com a instituição, a iniciativa tem como fundamentação a preservação do fluxo de talentos que sustenta o dinamismo econômico local. Os dados levantados pela ETEC Jorge Street apontam que 64% do corpo discente da escola residem em cidades vizinhas, os quais possuem renda familiar média de 3,5 salários mínimos. Para esse perfil, a reintrodução de custos de deslocamento representa um impacto de até 20% no orçamento doméstico, variável que atua como fator crítico para a evasão escolar e para o desequilíbrio das finanças familiares.
A unidade informou ainda que, além da manutenção tarifária, o documento solicita a continuidade da linha "Circular Universitário", o restabelecimento das rotas 02 e 03 na modalidade circular e a ampliação da frota em horários de pico. Tais medidas buscam garantir a eficiência logística, a segurança e a dignidade de quem utiliza o sistema para impulsionar os setores de comércio, indústria e serviços de São Caetano do Sul.
Para o professor Bruno Castro, um dos articuladores da pauta, a política de transporte é um componente indissociável do ambiente de negócios. "O nosso diálogo com o Gabinete busca somar esforços para preservar o que São Caetano tem de melhor: sua competitividade. O investidor que escolhe nossa cidade busca previsibilidade e amplo acesso ao capital intelectual. Quando desoneramos o trajeto de quem estuda e ensina, reduzimos o 'custo-cidade' e garantimos que o município continue sendo um polo de atração para investimentos produtivos. Queremos assegurar que essa engrenagem estratégica, que une formação técnica e mercado de trabalho, continue sendo o nosso maior diferencial regional", destacou.
Já o diretor da escola, Flávio Bento, acredita no diálogo e no papel estratégico da educação para o progresso da região. "A Jorge Street e São Caetano caminham juntos há 50 anos e essa história de sucesso foi construída com diálogo. O que levamos ao Chefe de Gabinete Bruno Vassari é um convite para pensarmos o transporte como o braço direito da nossa educação. Entendemos perfeitamente os desafios do orçamento público, mas acreditamos que o investimento no nosso capital intelectual é o que traz o retorno mais sólido para o município. Queremos que o docente tenha prazer em vir ensinar e o discente tenha tranquilidade para aprender, sem o peso de um custo imprevisto no fim do mês. Preservar esse acesso é, acima de tudo, respeitar o esforço de quem faz de São Caetano uma referência nacional de progresso", acrescentou.
O ofício agora aguarda apreciação oficial e o encaminhamento para as secretarias competentes. A expectativa da comunidade acadêmica é que os dados e os argumentos apresentados subsidiem decisões que conciliem a responsabilidade administrativa com a valorização da educação técnica, pilar central da vantagem competitiva de São Caetano do Sul.
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Seção: São Caetano