Publicado em 26/01/2026 - 18:22 / Clipado em 26/01/2026 - 18:22
Consórcio do Grande ABC enfrenta cenário desigual entre prefeituras
Mauá e Santo André cumprem integralmente os repasses; demais cidades têm pendências financeiras
Por Karine Bragione
Somente duas das sete cidades do Grande ABC mantêm adimplência total com o Consórcio Intermunicipal, enquanto os demais municípios acumulam dívidas ou parcelas em atraso, segundo levantamento do Diário do Grande ABC.
Atualmente, Mauá e Santo André são os únicos municípios que não possuem pendências financeiras com a entidade regional, que é sustentada por um rateio mensal equivalente a 0,28% da Receita Corrente Líquida (RCL) de cada cidade e viabiliza ações conjuntas entre os prefeitos.
Com RCL estimada em R$ 2,2 bilhões, Mauá deverá repassar ao Consórcio cerca de R$ 6,17 milhões por mês em 2026. Já Santo André, cuja receita projetada chega a R$ 3,83 bilhões, terá contribuição mensal de aproximadamente R$ 10,7 milhões.
Desde a formalização de um acordo de parcelamento firmado em 2021, Diadema vem mantendo os pagamentos em dia, tanto das parcelas renegociadas quanto dos repasses correntes. A dívida, estimada em R$ 10 milhões, está em processo de quitação, e o município prevê RCL de R$ 2,32 bilhões em 2026, com rateio mensal de R$ 6,49 milhões.
No caso de Rio Grande da Serra, a Prefeitura também cumpre suas obrigações após firmar parcelamento de uma dívida de R$ 188 mil. A cidade, que estima receita corrente líquida de R$ 176,6 milhões, deverá repassar R$ 494,6 mil por mês ao colegiado.
Por outro lado, Ribeirão Pires registra pendências referentes a parcelas de 2025, entre setembro e dezembro, que somam R$ 105 mil, apesar de ter acordo de parcelamento de R$ 2,3 milhões. Para 2026, o município projeta RCL de R$ 578,8 milhões, com repasse mensal de R$ 1,62 milhão.
Após deixar o Consórcio em 2023 e retornar no ano seguinte, São Caetano do Sul acumula débitos relativos ao contrato de rateio de 2023 e parcelas em aberto de 2025, que juntas chegam a cerca de R$ 1,85 milhão, com compromisso de quitação ainda neste exercício. A cidade estima RCL de R$ 2,65 bilhões, com contribuição mensal de R$ 7,42 milhões.
Situação mais crítica é a de São Bernardo do Campo, que concentra a maior dívida com a entidade regional. O município possui parcelas em atraso de 2025, que totalizam R$ 1,7 milhão, além de débitos acumulados entre 2019 e 2023, estimados em R$ 16 milhões, atualmente em negociação para possível parcelamento. Para 2026, a previsão é de um repasse mensal de R$ 16,9 milhões, com base em uma RCL projetada de R$ 6,05 bilhões.
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Seção: São Caetano