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Publicado em 03/01/2026 - 08:01 / Clipado em 03/01/2026 - 08:01

Precisamos escutar os jovens sobre a formação profissional, diz Aroaldo


O processo de reindustrialização do ABC passou pelo debate de diversos grupos, entre eles, empresários, acadêmicos, sindicalistas e políticos. Mas em 2025 os jovens também ganharam espaço para falar sobre o futuro econômico da região. Para o secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal ABC e presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico ABC, Aroaldo Silva, a pesquisa com alunos do Ensino Médio também vai ajudar a entender quais investimentos em formação profissional devem ser feitos na região.

Junto com a Universidade São Judas e a Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), um estudo foi desenvolvido para entender as expectativas da juventude sobre o mercado de trabalho na região, buscando visualizar qual cenário a região tem para formar sua mão de obra qualificada.

“A gente desenvolveu a pesquisa da juventude, que a gente está em andamento sobre a aplicação, que é para jovens do ensino médio, que a gente quer escutar também e entender qual que é a expectativa desse jovem, enquanto o futuro, enquanto a formação, porque não adianta a gente escutar o setor econômico só, ofertar as necessidades, se o jovem não se conectar. A gente precisa trabalhar com esse jovem também para pensar esse futuro”, explica.
Aroaldo também ressaltou a importância das informações debatidas na COP30 (Foto: Reprodução/RDtv)

A pesquisa foi desenvolvida ao mesmo tempo que a região buscou avançar no tema da qualificação pessoal, principalmente com a chegada dos dois campi do Instituto Federal de São Paulo, um em Diadema e outro em Mauá, com perspectiva de iniciar seus trabalhos oficialmente em 2026.

A chegada do Instituto Federal também foi alvo de debates sobre os cursos que seriam ministrados na região, principalmente visando a qualificação para o setor industrial, assim alcançando os planos das sete cidades para que a Indústria volte a ser um setor forte no ABC, algo que foi perdido nos últimos 15 anos.

Ainda sobre o Instituto Federal, a chegada da instituição foi celebrada por diversos grupos do ABC, porém, tal comemoração não significa que o fim dos objetivos em relação a este investimento. Existe um trabalho interno realizado junto ao Ministério da Educação para que o ABC tenha uma reitoria própria, o que é visto como oportunidade de ampliação de sua presença física nas sete cidades.

“A gente já pautou o ministro da Educação, Camilo Santana, sobre a gente ter a nossa reitoria aqui na região do ABC, para a gente ter um olhar mais especial, para a gente ter esse cuidado, né, para a região, para conseguir enxergar os detalhes da cadeia. Então, essa pauta também a gente quer caminhar, a gente conseguiu os dois campos, que é importante vitória, conseguimos fazer o debate do que ofertar, dialogado com todos os atores, mas a gente não quer perder do horizonte essa discussão de ter a própria reitoria, para a gente ter mais autonomia na nossa discussão aqui, enquanto futuro”, completa.

 

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Seção: Cidades