Publicado em 23/12/2025 - 18:30 / Clipado em 23/12/2025 - 18:30
Tarcísio inaugura piscinão com gerador e reclama que Enel não fez ligação
Adriana Ferraz
Do UOL, em São Paulo
O novo piscinão Jaboticabal, entregue hoje pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vai operar por meio de geradores. De acordo com o governo, foi essa a alternativa encontrada para suprir a falta de energia após a Enel não fazer a ligação necessária para a operação do equipamento.
O que aconteceu
Bombas precisam de energia para puxar água. Tarcísio afirmou que as bombas do piscinão terão capacidade para puxar até 850 litros por segundo de água, mas que elas só poderão funcionar a partir de geradores. "As nossas bombas vão funcionar com gerador porque a Enel não fez a ligação de energia. Para variar, deixou a gente na mão. Mas vamos botar para funcionar assim mesmo", disse.
Piscinão custou R$ 573 milhões. Localizado à beira da rodovia Anchieta, na divisa de São Paulo, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, o novo piscinão tem capacidade para armazenar até 900 mil m³ de águas pluviais —volume equivalente a 360 piscinas olímpicas—, atendendo cerca de 1,5 milhão de pessoas na capital e no ABC Paulista.
Tarcísio defende o fim da concessão da Enel. Na semana passada, Tarcísio, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram que o governo federal irá romper o contrato com a Enel, após reiterados pedidos da prefeitura e do governo estadual. Caberá à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) agora iniciar o processo de caducidade do contrato, que vai até 2028.
'Situação insustentável'. Tarcísio e Nunes afinaram o discurso para pressionar o governo federal e sustentar que a situação está insustentável em São Paulo diante das falhas no serviço prestado pela Enel. No mês passado, 2,1 milhões de imóveis ficaram sem luz em função de um vendaval ocorrido na região metropolitana. Para mais de 160 mil residências, o apagão durou seis dias.
Enel se nega a vender concessão. Executivos da Enel informaram ao Ministério de Minas e Energia que a distribuidora não venderá o controle da concessão em São Paulo, uma das saídas mais rápidas aventadas pelo governo para pôr fim à crise no fornecimento de energia na região após o quinto apagão em menos de dois anos. Procurada nesta manhã, a Enel ainda não retornou à reportagem. O espaço está aberto.
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Seção: Cidades