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Portal O Globo - Rio de Janeiro/RJ

Publicado em 09/12/2025 - 19:44 / Clipado em 09/12/2025 - 19:44

Ciclone extratropical deixa 100 mil sem energia em São Paulo; bombeiros registram quase 200 quedas de árvores


Fenômeno que avança pelo Atlântico provoca chuvas constantes e ventos fortes, ativando gabinete de crise e colocando o estado em alerta até quinta-feira

Por O Globo — São Paulo

 

A entrada de um ciclone extratropical pela costa brasileira impactou severamente a infraestrutura da Região Metropolitana de São Paulo nesta terça-feira (9). Segundo balanço divulgado pela Enel, cerca de 100 mil clientes estão sem energia elétrica devido às chuvas persistentes e às fortes rajadas de vento que atingem a área desde o início da tarde de hoje.

A Zona Oeste da Grande São Paulo concentra os maiores transtornos, com destaque para os municípios de Barueri, Cotia, Cajamar, Vargem Grande e Pirapora do Bom Jesus, onde equipes técnicas seguem mobilizadas para restabelecer o serviço.

Além dos apagões, o cenário nas ruas exigiu intensa atuação do Corpo de Bombeiros. Entre a meia-noite e as 17h30, a corporação atendeu a 193 chamados para quedas de árvores na capital e no interior. Um dos incidentes ocorreu na Avenida 23 de Maio, na Bela Vista, onde um tronco atingiu veículos no final da tarde. Apesar do susto e do registro de três solicitações para desabamentos e quatro para enchentes, não há informações de vítimas.
 

As últimas atualizações dos radares meteorológicos da Defesa Civil indicam que a extensa linha de instabilidade mantém um padrão de migração de oeste para leste. Nas últimas seis horas, os volumes de água foram expressivos no interior: Marília lidera os registros com 73mm, seguida por Avaré (49mm) e Itapetininga (47mm). Além do centro paulista, chuvas de moderada a forte intensidade atingem as regiões de Itapeva, Sorocaba e o Litoral Sul.

Alerta meteorológico e riscos

A instabilidade em São Paulo é impulsionada pela formação do sistema no oceano Atlântico, que coloca em alerta não apenas o território paulista, mas também os estados do Sul. O fenômeno deve influenciar o clima até a próxima quinta-feira, trazendo riscos de granizo e precipitação volumosa.

De acordo com a Defesa Civil estadual, as rajadas de vento podem superar os 90 km/h, especialmente na faixa leste, elevando o perigo de danos a estruturas frágeis e novas interrupções no fornecimento de eletricidade.

Diante da previsão adversa, o governo de São Paulo ativou um gabinete de crise. Desde a manhã, representantes de agências reguladoras, concessionárias, manutenção rodoviária e serviços de emergência estão reunidos em sala de situação.

Embora a Serra da Mantiqueira seja apontada como a área de maior vulnerabilidade, o Vale do Ribeira, as regiões de Sorocaba, Campinas e todas as cidades litorâneas permanecem sob vigilância constante devido ao risco de ressaca.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projeta volumes pluviométricos entre 50 e 100 milímetros por dia. As autoridades recomendam que a população evite permanecer em locais arborizados durante as ventanias e jamais tente atravessar áreas alagadas ou com enxurradas.

 

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Seção: Chuvas