Publicado em 28/11/2025 - 18:12 / Clipado em 28/11/2025 - 18:12
ABC recebe R$ 4 bilhões da União e do Estado e 70% vai para saúde e educação
Redação
Da previsão orçamentária dos municípios do ABC para 2026, que soma mais de R$ 22 bilhões, quase R$ 4 bilhões, chegam através de repasses estaduais e federais. Destas receitas externas da União e Estado, 73,4% são consumidas só com a educação e a saúde. Das informações prestadas por cinco das sete prefeituras do ABC (Mauá e São Caetano não informaram) é possível ver que, na área da Saúde o governo federal aporta mais recursos que o Estado, já na Educação a situação se inverte.
O ABC espera receber, segundo as previsões de orçamento, R$ 2.050.956.974,58 no próximo ano só de transferências federais. Desse total, 62,47% vão para a Saúde (R$ 1.281.186.000,00). A mesma área terá investimento estadual de R$ 155.069.000,00 que corresponde a 8,10% do total dos investimentos do Estado previstos, que somam R$ 1.913.680.516,10.
Os percentuais se invertem na Educação onde Estado aporta mais que a União. Do total de investimentos do governo paulista no ABC, 68,43%, ou seja, R$ 1.309.458.211,46 são revertidos para esta área. O Governo Federal aporta R$ 164.465.466,08 que corresponde a 8% de tudo que repassa para a região nesta área.
O restante dos aportes externos que chegam para a região, têm que atender diversas outras áreas como, habitação, segurança pública, obras, trânsito, assistência social, entre outras.
Saúde
O município que, proporcionalmente, mais recebe verbas estaduais para a Saúde, segundo a previsão orçamentária para 2026, é Rio Grande da Serra. De acordo com o orçamento a cidade deve receber a maior fatia estadual para essa área e que soma R$ 4.785.000,00 o que dá R$ 108,33 por ano, por habitante.
Diadema é a segunda em repasse estadual para a área da Saúde. O valor de R$ 41.549.000,00 previstos para o próximo ano, dividido pela população da cidade aponta um aporte de R$ 105,66 por habitante no ano. Na sequência aparecem Santo André, com R$ 102,29/ano por morador; Ribeirão Pires com R$ 72,08 e São Bernardo recebe por morador, ao ano, R$ 29,36 do governo paulista para o uso na Saúde.
Do dinheiro federal para a Saúde a cidade que mais recebe proporcionalmente recursos é Diadema. A União deve mandar em 2026 para a cidade R$ 276.692.000,00 o que equivale a R$ 703,62 por habitante. São Bernardo, que no montante total recebe mais volume (R$ 493.200.000,00), como tem maior população fica, proporcionalmente, com a segunda maior verba federal per capita da região para a Saúde, R$ 608,34. Santo André recebe da União R$ 591,29 por habitante; Ribeirão Pires R$ 439,08 e Rio Grande da Serra com R$ 401,19.
Educação
O repasse do Estado para a Educação do ABC, considerando as cinco cidades que responderam, é de R$ 1.309.458.211,46. No volume total de recursos São Bernardo é a que recebe mais; R$ 590.500.000,00. A cidade, proporcionalmente ao número de habitantes, também é a que tem maior coeficiente de recursos estaduais para a pasta educacional, R$ 728,35.
Diadema é a segunda cidade da região em volume de recursos estaduais para a Educação por habitante, R$ 700,79; Ribeirão Pires vem na sequência com R$ 589,64 por habitante de investimento do Estado em educação; Santo André recebe R$ 474,72 por morador e Rio Grande da Serra R$ 446,16.
O governo federal tem repasse previsto de R$ 164.465.466,08 para o próximo ano, para cinco das sete cidades do ABC usarem na Educação . São Bernardo tem o maior volume total com R$ 68.900.000,00, porém é a que recebe o menor valor per capita, R$ 8,49.
A cidade com maior volume de recursos federais, por pessoa, para a Educação é Diadema com R$ 90,99, seguida por Santo André, com R$ 67,41; Ribeirão Pires com R$ 61,78 e Rio Grande da Serra com R$ 48,77 de repasse para a educação previstos para 2026, por habitante.
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Seção: São Caetano