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 Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP

Publicado em 23/11/2025 - 08:09 / Clipado em 23/11/2025 - 08:09

Grande ABC prevê R$ 430 milhões em despesas com segurança pública


Bruno Coelho

Valores são projetados nos orçamentos de 2026 nas sete cidades, mas variação é inferior à inflação
 

O Grande ABC espera gastar R$ 430,1 milhões na segurança pública em 2026, conforme valores citados nas LOAs (Leis Orçamentárias Anuais), mesmo com o artigo 144 da Constituição Federal estabelecendo que a ordem pública é dever do Estado. No entanto, as estimativas de investimentos apresentaram um crescimento tímido se comparadas às despesas deste ano, avaliadas em R$ 418,3 milhões, significando uma variação de 2,8%. O percentual é inferior à projeção de 4,2% de inflação no próximo ano, conforme dados do Banco Central.

Maior cidade do Grande ABC, São Bernardo prevê aplicar R$ 131,2 milhões na segurança urbana. Pela cidade, onde a “GCM (Guarda Civil Municipal) entrega mais do que a Polícia Militar”, conforme palavras ditas pelo prefeito Marcelo Lima (Podemos), a categoria espera por valorização salarial. O podemista também prometeu contratar mais guardas, adquirir novos equipamentos e estrutura, além de aperfeiçoar a formação e treinamento dos agentes. Também é aguardada a implantação da tecnologia de reconhecimento facial por meio do programa estadual Muralha Paulista.

Em 2026, Santo André propõe direcionar R$ 96,8 milhões à Secretaria de Segurança Cidadã, chefiada por Igor Fabian Tanaka. Neste ano, o governo do prefeito Gilvan Ferreira (PSDB) destacou que investiu R$ 1,4 milhão em uniformes dos agentes, além de iniciar as tratativas para atualização do Estatuto da Guarda Civil Municipal e da proposta de renovação da frota da GCM por meio de locação, com previsão de licitação para o próximo ano. O governo também espera implementar a Atividade Delegada Municipal e lançar o aplicativo Alerta Mulher, no combate à violência de gênero.

Santo André está em vias de lançar a licitação para a compra de 900 novas câmeras de monitoramento, com previsão de instalação de 450 aparelhos já no próximo ano, para integrar o Muralha Paulista e, consequentemente, a tecnologia de reconhecimento facial junto ao COI (Centro de Operações Integradas). Hoje, a cidade possui 623 câmeras, sendo que dez já estão com licenças analíticas para identificação de suspeitos e foragidos da Justiça, além de 164 que realizam leitura de placas.

Primeira cidade a contar com sistema de reconhecimento facial no Grande ABC, São Caetano espera despender até R$ 20 milhões no setor no próximo ano. De acordo com o secretário de Segurança, Lourival dos Santos Silva, a gestão do prefeito Tite Campanella (PL) terá como prioridade a expansão e consolidação da política municipal de segurança, com investimentos concentrados em três eixos: tecnologia, capacitação e estrutura operacional, voltado ao policiamento comunitário junto à população de cada bairro. 

“Com o objetivo de aproximar cada vez mais a sociedade e a GCM. Um dos projetos é a expansão do Smart Sanca, com a instalação de mais 153 câmeras, 51,5 km de fibra óptica, 100 novos postes, servidores de última geração e softwares avançados. O objetivo é transformar São Caetano em uma cidade 100% monitorada, com ao menos uma câmera em cada rua e cruzamento. O plano também prevê continuidade do investimento em equipamentos e modernização do parque tecnológico da GCM”, disse o secretário.

Por sua vez, o governo do prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), estabeleceu R$ 87 milhões direcionados para o combate à violência e à estrutura da GCM. Para o próximo exercício, o emedebista mira a compra de um caminhão jato d’água para combater pancadões, apelidado de tsunami, locação de seis viaturas, de porte médio, para serviço operacional da corporação, ampliação da atuação do CISP (Centro Integrado de Segurança Pública) com a instalação de novas câmeras na cidade. Também são previstas a mudança da Secretaria de Segurança Cidadã para uma sede própria e a reformulação do Estatuto da GCM, visando a criação de plano de carreira.

Mauá, sob gestão do prefeito Marcelo Oliveira (PT), espera despender R$ 62,9 milhões na área, com promessas a cumprir, como implantar o Quarteirão da Segurança, a fim de integrar as forças policiais e expandir o programa Patrulha Maria da Penha. Já os governos dos prefeitos Guto Volpi (PL), de Ribeirão Pires, e Akira Auriani (PSB), de Rio Grande da Serra, esperam destinar R$ 23,9 milhões e R$ 8 milhões, respectivamente, nas secretarias municipais de Segurança. 

 

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Seção: São Caetano