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Publicado em 15/11/2025 - 08:05 / Clipado em 15/11/2025 - 08:05

O que está acontecendo com a FUABC


Por Publicador Independente


O Impasse da FUABC: A Disputa Pelo Comando da Saúde no ABC

A Fundação do ABC (FUABC) é um pilar fundamental da saúde pública no Grande ABC. Atuando como uma Organização Social de Saúde (OSS), ela é responsável pela gestão de inúmeros hospitais e serviços de saúde em parceria com as prefeituras da região. Equipamentos vitais como o Hospital Nardini, em Mauá, e o Complexo de Saúde de São Bernardo, estão sob sua gestão. Por isso, a escolha de quem a comandará a partir de 2026 não é apenas uma questão política, mas um tema que afeta diretamente a vida de milhões de moradores do ABC.

A primeira reunião entre os prefeitos das três cidades mantenedoras da Fundação – Gilvan Ferreira, de Santo André; Marcelo Lima, de São Bernardo; e Tite Campanella, de São Caetano – ocorreu ontem (dia 13 de novembro de 2025, conforme contexto do artigo original, que menciona “ontem” para a reunião de 14 de novembro de 2025) e, para a surpresa de muitos, terminou sem um consenso. A expectativa era que um nome fosse selado rapidamente, dada a importância da instituição e a proximidade do fim do mandato atual.


A Tradição da Tripartite e a Busca pelo Consenso

Historicamente, a gestão da FUABC é tripartite, com as prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano se revezando na presidência a cada dois anos. Essa dinâmica garante um equilíbrio de poder e uma representatividade entre as maiores cidades da região. Pelo rodízio, a indicação para o próximo biênio (2026-2027) caberia a Santo André.

No entanto, em uma demonstração de que os tempos e as prioridades podem estar mudando, os três prefeitos decidiram que a indicação do novo presidente terá a anuência de todos, buscando um nome de consenso. Essa abordagem, embora possa prolongar o processo, visa fortalecer a união regional em torno da saúde na região.

Marcelo Lima, prefeito de São Bernardo, deixou claro ao Diário que a decisão será conjunta: “Vamos continuar o diálogo. Definimos hoje (ontem) que o nome será consenso. Temos bons candidatos e cada prefeito, agora, vai refletir. Porém, o escolhido, com certeza, será o melhor nome para a população do Grande ABC”.

Na mesma linha, Gilvan Ferreira, o prefeito andreense, reforçou a ideia de união: “A escolha do próximo presidente da FUABC deve refletir a união da nossa região. A decisão deve ser construída em consenso entre os prefeitos, sempre priorizando a boa gestão e a qualidade dos serviços prestados à nossa população”.

Tite Campanella, prefeito de São Caetano, demonstrou otimismo e flexibilidade: “A reunião transcorreu muito bem e que, entre os três prefeitos, não há posições inflexíveis. O consenso é imprescindível e vamos chegar a um nome em breve. Acredito que até a semana que vem teremos isso resolvido. Como foi a primeira conversa, é importante dar tempo para todos maturarem bem as ideias. Mesmo assim, foi um diálogo muito bom. Gostei bastante”.

Essa postura dos prefeitos demonstra uma possível evolução na governança da FUABC, priorizando a estabilidade e a qualidade dos serviços em detrimento de uma simples alternância de poder. É um sinal de que a economia local e o bem-estar dos moradores do ABC estão no centro das discussões.
 

Os Nomes na Disputa: Quem Pode Comandar a FUABC?

Com o acordo de consenso estabelecido, a corrida pela presidência da FUABC ganha novos contornos. Quatro nomes estão atualmente cotados para assumir a cadeira no próximo biênio, cada um com seu histórico e apoios políticos.
1. Luiz Mário Pereira de Souza Gomes

O atual presidente da FUABC, Luiz Mário Pereira de Souza Gomes, é um nome forte na disputa. Advogado de formação, ele está há oito anos no comando da Fundação, alternando entre a presidência e a vice-presidência. Sua experiência e conhecimento profundo da máquina da FUABC são inegáveis.

No entanto, sua permanência não é unânime. O artigo original menciona uma “resistência a seu nome”, mas ele “demonstra vontade de permanecer por mais dois anos à frente da instituição”. Ele contaria com a anuência de Marcelo Lima, prefeito de São Bernardo, o que reforça a complexidade do cenário político e as negociações nos bastidores. Luiz Mário foi indicado pelo então prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (sem partido), o que demonstra a força da influência de São Bernardo na instituição.
2. David Uip

Outro nome de peso é o de David Uip. Reconhecido médico infectologista e ex-secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Uip é atualmente o reitor do Centro Universitário FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), uma das instituições mantidas pela Fundação. Sua experiência na gestão pública de saúde e seu prestígio acadêmico são pontos a seu favor.

David Uip conta com um apoio de peso: o do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Essa aliança estadual pode exercer uma pressão significativa na escolha final, especialmente considerando a interdependência entre as esferas municipal e estadual na gestão da saúde na região.
3. Eduardo Grecco

Eduardo Grecco é o diretor-geral do Hospital Mário Covas, um dos mais importantes hospitais estaduais da região do ABC. Sua experiência na gestão hospitalar diária e seu conhecimento dos desafios práticos do atendimento médico podem ser um diferencial.

A gestão de grandes hospitais exige um perfil altamente técnico e administrativo, características que Grecco provavelmente possui. Seu nome representa uma aposta em uma liderança com forte vivência na linha de frente da saúde pública.
4. Almir Cicote

Completando a lista dos cotados, temos Almir Cicote, atual secretário de Mobilidade Urbana de Santo André. Embora sua pasta não seja diretamente ligada à saúde, Cicote possui experiência na administração pública municipal e um histórico de articulação política.

A indicação de Cicote por Santo André, caso a cidade consiga emplacar seu nome, pode ser vista como uma forma de fortalecer o controle municipal sobre a FUABC. No entanto, a exigência de consenso entre os três prefeitos coloca um desafio adicional para sua candidatura, que pode precisar de mais articulação para ganhar apoio das demais cidades.

A escolha entre esses nomes passará por um cuidadoso processo de negociação. Cada prefeito avaliará qual perfil se alinha melhor aos interesses de sua cidade e da região como um todo, sempre com o foco na manutenção e aprimoramento dos serviços de saúde pública.

 

Como a FUABC Impacta o Seu Dia a Dia?

A FUABC não é apenas uma sigla burocrática; ela é a engrenagem que move grande parte da saúde pública no Grande ABC. Para entender como isso afeta você, morador do ABC, é preciso ir além dos nomes e cargos e compreender sua atuação.


Gestão Hospitalar e Atendimento

A principal função da FUABC é a gestão de hospitais e unidades de saúde em parceria com as prefeituras. Isso significa que, em muitos casos, quando você ou um familiar precisa de atendimento médico em hospitais como o Hospital Nardini (Mauá) ou o Complexo de Saúde de São Bernardo, você está sendo atendido por uma equipe e uma estrutura gerenciada pela Fundação.

A qualidade da gestão da FUABC impacta diretamente:

  •     Tempo de espera: Em pronto-socorros e para consultas especializadas.
  •     Disponibilidade de leitos: Em momentos de crise, como pandemias, a capacidade de gestão da FUABC é testada ao máximo.
  •     Qualidade dos profissionais: A Fundação é responsável pela contratação e gestão de milhares de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde.
  •     Acesso a exames e cirurgias: Uma gestão eficiente significa mais agilidade nos procedimentos.

Ensino e Pesquisa em Saúde

A FUABC também é a mantenedora da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), uma das mais respeitadas instituições de ensino em saúde do país. Isso tem um impacto gigantesco na região:

  •     Formação de profissionais: A FMABC forma novos médicos, enfermeiros e outros profissionais que, muitas vezes, permanecem na região, fortalecendo a saúde na região.
  •     Pesquisa científica: A faculdade é um centro de pesquisa que contribui para o avanço da medicina e a adoção de novas tecnologias no atendimento médico.
  •     Residência Médica: Os hospitais geridos pela FUABC são campos de prática para médicos residentes, garantindo um fluxo constante de profissionais em treinamento e contribuindo para a qualidade do atendimento médico.

Economia Local e Empregos

Como uma das maiores empregadoras da região, a FUABC tem um impacto significativo na economia local. Milhares de pessoas trabalham diretamente na Fundação e nas unidades por ela gerenciadas. Além disso, a demanda por serviços e suprimentos médicos gera um grande volume de negócios para empresas locais.

Uma boa gestão da FUABC significa estabilidade para esses empregos e um impulso para a economia local. Uma gestão ineficiente, por outro lado, pode gerar incertezas e afetar o dia a dia de muitas famílias.

 

O Contexto Histórico: A FUABC e o Desenvolvimento do Grande ABC

Para entender a relevância da FUABC hoje, é preciso olhar para sua história. Eu, como jornalista que acompanha o Grande ABC desde criança, vi a Fundação crescer e se tornar um ator central na região.

A FUABC foi criada em 1967, em um período de grande expansão industrial e demográfica do ABC. Naquela época, a necessidade de uma estrutura de saúde pública mais robusta era evidente. A ideia de uma fundação intermunicipal para gerir esses serviços surgiu como uma solução inovadora para os desafios de uma região que crescia rapidamente.

Ao longo das décadas, a FUABC se consolidou como uma referência em gestão de saúde. Sua capacidade de articular recursos e expertise entre as esferas municipal e estadual a tornou um modelo para outras regiões. Vi hospitais serem construídos, ampliados e modernizados sob sua gestão, sempre visando melhorar o atendimento médico para a população.

Os anos 80 e 90 foram marcados por um fortalecimento da atuação da FUABC, expandindo sua rede de atendimento e consolidando a FMABC como uma faculdade de ponta. Nos anos 2000, com a ascensão das Organizações Sociais de Saúde (OSS), a Fundação se adaptou e manteve sua relevância, assumindo a gestão de novos equipamentos e ampliando sua presença em diversas cidades.

É por essa história de sucesso e relevância que a escolha de seu novo presidente é tão crucial. O futuro da saúde na região e o bem-estar dos moradores do ABC dependem, em grande parte, de uma liderança capaz e comprometida com os princípios da Fundação.

 

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a FUABC

1. O que é a FUABC? A FUABC (Fundação do ABC) é uma Organização Social de Saúde (OSS) responsável por gerenciar hospitais, unidades de saúde e a Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) em parceria com prefeituras do Grande ABC e o Governo de São Paulo.

2. Quais cidades mantêm a FUABC? As três cidades mantenedoras principais são Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. A presidência da Fundação se reveza entre os prefeitos dessas cidades.

3. Qual o papel da FUABC na saúde do Grande ABC? A FUABC é fundamental para a saúde pública da região. Ela administra hospitais, clínicas, pronto-socorros, garantindo atendimento médico, exames, cirurgias e a formação de novos profissionais de saúde através da FMABC.

4. Quem são os candidatos à presidência da FUABC em 2026? Os quatro nomes cotados são: Luiz Mário Pereira de Souza Gomes (atual presidente), David Uip (reitor da FMABC), Eduardo Grecco (diretor-geral do Hospital Mário Covas) e Almir Cicote (secretário de Mobilidade Urbana de Santo André).

5. Por que a escolha do presidente da FUABC é tão importante? A escolha é crucial porque o presidente define as diretrizes e a gestão da saúde pública em diversos equipamentos da região, impactando diretamente a qualidade do atendimento médico, a eficiência dos serviços e o uso dos recursos públicos para milhões de moradores do ABC.

 

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Seção: São Caetano