Publicado em 10/11/2025 - 18:25 / Clipado em 10/11/2025 - 18:25
Preço da cesta básica no ABC tem alta de 0,23% em outubro, aponta Craisa
A Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) divulgou o novo levantamento sobre o preço médio dos 34 produtos da cesta básica em outubro. No comparativo com setembro, o valor total cresceu 0,23%, alcançando a marca de R$ 1.169,26. Em entrevista ao RDtv desta segunda-feira (10/11), o engenheiro agrônomo Fábio Vezzá de Benedetto alerta que a queda de preço de alguns produtos pode gerar um desestímulo de investimentos para a próxima safra.
A estabilidade no valor da cesta básica aponta um cenário diferente de outubro do ano passado, apresentando um caminho inverso as altas que foram apresentadas em alguns produtos como cebola e arroz. O café segue em alta.
“Alguns produtos tiveram café, pão, a gente teve esses preços bem mais altos recentemente, mas no equilíbrio, no balanço dos 34 produtos, principalmente com queda no preço do arroz e feijão, isso manteve uma certa estabilidade entre outubro em relação a setembro. Em comparação com outubro do ano passado, a alta foi de quase 6%, foi de R$ 65,00, mas pensando na variação de um ano. Mas em relação ao mês passado, e ao mês de outubro em relação a setembro, ficaram preços relativamente estáveis.”, explica Fábio.
A maior preocupação do período está para alguns produtos que no ano passaram apresentaram alta e que neste ano estão com os valores em queda. Para Fábio, o valor elevado no ano passado acabou gerando maiores investimentos dos produtores em determinados produtos como os hortifrutis e o arroz. Com a queda apresentada neste ano, o caminho inverso pode acontecer caso não tenha algum tipo de planejamento.
“Então, no ano passado, os preços altos da cebola motivaram os produtores a investirem em cultivar mais cebola e esse aumento de produção fez os preços recuarem. Infelizmente, é uma coisa que acontece repetidamente e que demonstra um pouco de falta de planejamento da nossa política agrícola de abastecimento, de produção de abastecimento, para manter os preços mais estáveis e as ofertas mais estáveis.”, inicia.
“Mas é uma característica que a gente, infelizmente, está um pouco acostumado, que é parecido com o que aconteceu com a batata também. A gente tem uma boa oferta, no momento, de batata e cebola, no caso, que faz os preços recuarem. A gente tem um pouco de ajuda do clima seco, na época, agora que a gente consegue colher, principalmente a batata, que é um alimento subterrâneo, para ser colhido e armazenado, depende de uma condição de um tempo mais seco, falta de excesso de chuva, falta de muita chuva.”, conclui.
Altas e Quedas
O pacote de bolacha salgada apresentou a maior alta entre setembro e outubro, com 25,12%. Segundo Fábio, mudanças das marcas disponíveis nos mercados gerou tal cenário. O quilo do tomate aumentou 20,44%, o pode de margarina teve alta de 12,65%, o pacote de café teve alta de 11,29%, o sabonete teve seu preço aumentado em 11,06% e a esponja de aço em 10,69%.
O quilo da cebola apresentou queda de 24,44%, seguida pela dúzia de ovos brancos com redução de 18,84% em seu preço. O valor da unidade da alface caiu 16,14%, do sabão em barra foi de 13,93%, do quilo da batata foi 13,86%. O pacote de cinco quilos de arroz teve queda de 13,78%, a lata de sardinha ficou 13,27% mais barata e a farinha de tribo está 10,86% mais barata.
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Seção: Cidades