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Publicado em 23/10/2025 - 19:30 / Clipado em 23/10/2025 - 19:30

Relator da CPI da gestão Auricchio espera concluir relatório até dezembro


George Garcia

 

Edison Parra diz que já há material suficiente para que o relatório final comece a ser preparado para ficar pronto antes do recesso parlamentar. (Foto: José Augusto)

 

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), instalada na Câmara de São Caetano para apurar gastos da gestão do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), caminha para ter uma conclusão ainda este ano, antes do recesso parlamentar. A expectativa do vereador Edison Parra (Podemos), relator da comissão, é a de que o relatório final seja apresentado e votado até a última sessão ordinária, na primeira quinzena de dezembro. Isso só deve acontecer se não ocorrerem novas oitivas e os membros da comissão devem decidir sobre isso na próxima semana.

Parra considera que, após a apresentação dos resultados da auditoria feita pela Fundace (Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia) no dia 15/10 aos membros da comissão e demais vereadores da Câmara, já há informações suficientemente robustas que novos depoimentos não conseguirão mudar ou acrescentar fatos novos à apuração. A apuração técnica apontou o que foram chamadas de “distorções relevantes” de R$ 154 milhões no balanço orçamentário da prefeitura no ano de 2024.

Quatro eixos foram destacados na auditoria, são eles: R$ 30 milhões em cancelamentos de liquidações (serviços já prestados ou produtos entregues) ocorridos no dia 30/12; créditos computados no orçamento de 2024, mas que efetivamente só entraram em 2025; despesas de 2024 empenhadas em 2025, totalizando R$ 77,5 milhões de serviços e produtos; e despesas sem empenho e não pagas em 2024 que totalizaram R$ 154 milhões.

“Ficamos satisfeitos com a auditoria. Nós já tínhamos detectado praticamente todos esses apontamentos, mas a Fundace apontou, com números exatos, aquilo que já nos chamava a atenção. Foram várias manobras para maquiar o orçamento”, analisa Parra.

Agora o relator diz que vai precisar de aproximadamente um mês para preparar o seu relatório e acredita que as informações que a comissão já tem, que somam mais de 30 mil páginas de documentação robusta, dispensaria novas convocações para oitivas. O parlamentar diz que, na sua opinião, não seria necessário ouvir, nem o próprio Auricchio, nem a ex-secretária da Fazenda, Stefânia Wludarski.

“A nossa CPI seguiu um viés mais técnico e menos político, a gente entrou no meio contábil. Temos a auditoria da Fundace e muitos documentos assinados pelos responsáveis pelo orçamento. O balanço foi feito, foi assinado pelo prefeito e o que ele vai dizer? Que não foi ele? Por isso eu acho que um depoimento do Auricchio seria polêmico, porque ele é uma pessoa importante, mas seria pouco esclarecedor”, diz Parra.

Apesar da análise do relator, os demais membros da CPI, vereadores César Oliva (PSD) e Marcel Munhoz (Progressistas) também irão opinar sobre a convocação ou não de novos depoentes, no encontro que terão na próxima semana. Caso aprovem o chamamento de novos depoentes, os trabalhos da comissão entrariam então em 2026. A CPI tem até fevereiro para apresentar e votar seu relatório.

 

Auricchio diz que o resto a pagar é instrumento corriqueiramente utilizado em todos os exercícios. (Foto: Reprodução/RDTv)

 

“A CPI vai expor tudo e com dados concretos o que discutimos e o que a Fundace confirmou e depois vamos apresentar o resultado para o Ministério Público e para o Tribunal de Contas, porque aí sai das nossas mãos e vai para a dos órgãos de controle”, completa Parra.

Em entrevista exclusiva ao RDTv, no dia 08/08, Auricchio falou das finanças da prefeitura e sobre a CPI. “O resto a pagar é um instrumento jurídico previsto em lei federal e autorizado pelos tribunais de contas. São pagamentos de compromissos que transcorrem de um exercício fiscal para outro, com o suporte financeiro acoplado para que se possa ter a honradez desses compromissos, isso é tão normal e corriqueiro que acontece em todos os exercícios, mas fica mais público quando é no último ano do mandato. Aí fizeram um cavalo de batalha como se isso fosse o final do mundo. Deixamos R$ 156 milhões, e isso foi confirmado pelo atual secretário e está previsto sob o orçamento de R$ 2,6 bilhões. Eu recebi a prefeitura em 2.017 com mais de R$ 200 milhões de restos a pagar com um orçamento de R$ 900 milhões”, justificou o ex-prefeito.

 

https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3723299/relator-da-cpi-da-gestao-auricchio-espera-concluir-relatorio-ate-dezembro/

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Seção: Política