Publicado em 22/10/2025 - 19:20 / Clipado em 22/10/2025 - 19:20
Atraso de salários e demissões na Patriani podem apontar crise, dizem sindicatos
George Garcia
Nos últimos dias uma série se situações, como demissões no setor administrativo e atraso de pagamento de operários nas obras, fizeram com que os sindicatos dos trabalhadores na construção civil do ABC iniciassem um movimento de observação em relação à Construtora Patriani, com sede administrativa em Santo André e que tem várias obras de condomínios de alto padrão na região e em outras partes do Estado. Na terça-feira (21/10) aconteceu um ato em frente a uma das obras da construtora em Campinas; na semana passada o movimento sindical teve de intervir em favor de trabalhadores de uma obra em São Bernardo que estavam sem receber e o pagamento já foi feito, porém em Santo André a empresa tem até a próxima quarta-feira (29/10) para acertar os salários de 70 trabalhadores com ordenado em atraso.
Segundo o presidente do Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e do Mobiliário de São Bernardo e Diadema), Cláudio Bernardes, a entidade interveio para forçar a empresa a pagar salários atrasados de uma obra em São Bernardo. “Isso aconteceu na semana passada, nós demos um dia de prazo para a empresa pagar e ela cumpriu. Se não fizesse teria outro tipo de atuação do sindicato, porque o trabalhador precisa receber. A gente se preocupa com o que pode acontecer, se o pior ocorrer com a Patriani, como ficam os trabalhadores? Eu mesmo tenho conversado com a direção da empresa e a gente ainda deu um prazo que é para ajudar”, disse o sindicalista.
Rumores não confirmados dão conta que a empresa demitiu muitos funcionários da sua parte administrativa, porém segue com obras de grande porte. “A Patriani tem uma grande importância para a região, hoje é a maior empresa que está construindo no ABC e é a mais importante. Só em São Bernardo temos cerca de 600 trabalhadores ligados a ela. Por enquanto, aqui em São Bernardo está tudo certo, mas estamos observando”, diz Bernardes.
Já em Santo André há obras menores e algumas em preparação para iniciar. Segundo Mauro Coelho, secretário geral do ConstruMob (Sindicato da Construção Civil e do Mobiliário de Santo André e Região), há cerca de 70 trabalhadores sem receber salários. “Estivemos hoje (quarta-feira, 22/10) com o pessoal da Patriani e pediram uma semana para regularizar a situação. A gente fica alerta porque essa é uma empresa que nunca tinha dado problemas e é uma construtora que emprega muita gente. Nesse momento são duas obras em Santo André e nós ficamos de voltar a conversar na sexta-feira (24/10), mas vamos aguardar pelo menos até a semana que vem que é o prazo que pediram. Se não fizerem o pagamento até quarta-feira (29/10) nós vamos reunir os três sindicatos da região (São Caetano tem outro sindicato que representa a categoria) e podemos programar um ato em conjunto. Por enquanto é só espera e observação”, disse Coelho.
O RD tentou contato com a construtora através da sua assessoria de comunicação e também diretamente com o diretor Bruno Patriani, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço está aberto para manifestação da empresa e esta matéria será atualizada assim que se se posicionar.
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Seção: Economia