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Publicado em 15/10/2025 - 19:33 / Clipado em 15/10/2025 - 19:33

CPI em São Caetano aponta ‘Malabarismos Contábeis’ e dívida de R$ 232 milhões em 2024


Relatório técnico da FUNDACE indica falta de liquidez e supostas manobras fiscais no governo anterior; relatório final da comissão deve sair até o fim do ano


Por Gislayne Jacinto

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Dívida de 2024 de São Caetano do Sul realizou na  Câmara Municipal uma reunião extraordinária na noite desta quarta-feira (15), para analisar o relatório técnico sobre as questões contábeis e fiscais da gestão anterior, do ex-prefeito José Auricchio Júnior. A reunião contou com a presença de 19 dos 21 vereadores da Casa. Estavam ausentes Gilberto Costa e Caio Salgado.

O estudo foi elaborado pela FUNDACE (Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia) e, segundo os membros da CPI, deve subsidiar tecnicamente o relatório final da comissão, que tem previsão de ser apresentado até o final do ano.


Manobras fiscais e valores problemáticos

O vereador Cesar Oliva, presidente da CPI, afirmou que o relatório da FUNDACE deixou claro que “houve manobras contábeis” para apresentar um número que supostamente não condizia com a realidade. Ele detalhou que o estudo destrinchou os valores mais problemáticos, citando:

  • R$ 138 milhões liquidados (com atesto de serviço/mercadoria entregue) que não foram pagos. Este valor está dentro dos R$ 154 milhões já levantados pelo Tribunal de Contas.
  • R$ 30 milhões em despesas liquidadas com pagamento cancelado no penúltimo dia do ano (30 de dezembro), o que chamou “muito a atenção da Fundace”.
  • R$ 47 milhões que deveriam ter sido pagos em 2024, mas foram “jogados” para 2025 (pago com empenho de 25).
  • A apresentação de um saldo de caixa de R$ 97 milhões, quando o valor real seria de R$ 76 milhões.

Ao final, a apuração da FUNDACE e da CPI aponta para uma falta de liquidez final na casa dos R$ 232 milhões.

O relator da CPI, vereador Edison Parra, reforçou a surpresa com a “jogada contábil” identificada, que consistiria em “pegar despesas do final do ano, não contabilizar, jogar para o ano seguinte, para a gestão seguinte” e, ao mesmo tempo, “antecipar a receita, que não entrou no caixa”.

“Antecipa-se a receita para você inflar o resultado financeiro, para você entregar o resultado financeiro. O que para nós fica claro, um descontrole de contas aí”, disse Parra.

A CPI, que também tem Marcel Munhoz como membro, tem prazo formal de entrega até fevereiro do ano que vem, após prorrogação. No entanto, tanto Oliva quanto Parra manifestaram a intenção de concluir e apresentar o relatório final antes do recesso de dezembro. Parra enfatizou que o relatório final será elaborado com uma visão técnica, baseado no estudo da FUNDACE e em outros levantamentos.

 

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Seção: Política