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Publicado em 07/10/2025 - 19:35 / Clipado em 07/10/2025 - 19:35

César Oliva e Matheus Gianello protagonizam áspera discussão sobre CPI em São Caetano


Carlos Carvalho 

Vereadores separaram Oliva e Gianello para evitar qualquer tipo de agressão maior (Foto: Reprodução/Youtube/TV Câmara de São Caetano do Sul)

 

A sessão ordinária da Câmara de São Caetano, nesta terça-feira (07/10), contou com muita tensão quando o debate foi sobre a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Dívida. César Oliva (PSD) e Matheus Gianello (PL) quase foram às vias de fato após um debate sobre supostas irregularidades envolvendo a Comissão. Enquanto Gianello apontava denúncias que foram feitas contra a CPI, Oliva defendeu os trabalhos e refutou qualquer tipo de irregularidade.

A confusão começou quando Gianello foi à tribuna para a explicação pessoal. O vereador deu publicidade a três denúncias contra a CPI. As duas primeiras são sobre a contração da empresa FUNDACE – Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, por R$ 800 mil, para a análise de páginas relativas às contas da Prefeitura em relação ao ano de 2024.

A primeira foi uma denúncia ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que segundo Gianello foi feita por Elisio Peixoto, e que chegou a pedir a interrupção da Comissão para avaliação. Apesar de acatada a denúncia, a Corte de Contas manteve a CPI funcionando, assim como o trabalho feito pela FUNDACE.

A segunda é ação popular assinada pela advogada Jaqueline da Silva e Sousa Rodella, que também questiona o processo de licitação e o valor investido. Essa ação está na 3ª Vara Cível de São Caetano. O Ministério Público, no dia 1º de outubro, enviou questionamentos para o Legislativo sobre o tema.

O terceiro processo é um inquérito policial que supostamente investiga seis pessoas da Prefeitura, e que segundo Gianello também investiga secretários, por “falsidade ideológica, peculato e prevaricação”. Neste caso o parlamentar não aprofundou. Mas ressaltou a possibilidade de envio de “documentos fraudulentos” para a CPI.

Na sequência, Oliva usou a tribuna para rebater os relatos. “É muita irresponsabilidade, é muito desrespeito”, disse. Em determinado momento questionou Gianello sobre qual artigo do regimento interno da Câmara apontava a necessidade de consulta ao plenário para a contratação de qualquer empresa. Matheus usou o microfone e assim começou o bate-boca.

Em determinado momento, Oliva desceu da tribuna e foi até a mesa de Gianello. Outros vereadores se deslocaram para evitar qualquer tipo de agressão e a sessão foi suspensa por cinco minutos. No retorno, César terminou seu discurso reafirmando que os trabalhos da CPI não tinham qualquer problema.

No final da sessão, Matheus Gianello chegou a pedir direito de resposta e afirmou que não fez qualquer tipo de acusação, mas apenas ressaltou as denúncias que foram feitas e que serão avaliadas. A sessão ordinária terminou na sequência.

 

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Seção: Política