Publicado em 26/09/2025 - 19:28 / Clipado em 26/09/2025 - 19:28
Parque de São Caetano passa por reparos após danos causados pelo temporal
Espaço foi inaugurado pelo ex-prefeito José Auricchio Júnior no fim de 2024
Yuri Kumano
Especial para o Diário
O Parque Municipal Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé, conhecido como Parque Linear Kennedy, em São Caetano, passa por ajustes após sofrer danos provocados pela forte chuva que atingiu a região na última segunda-feira (22). O sistema de drenagem falhou, causando alagamentos em áreas de lazer e esporte.
Uma das estruturas de concreto do chafariz foi danificada, permitindo a entrada de terra e detritos, o que deixou a água barrenta. A base da GCM (Guarda Civil Municipal) instalada no local também foi atingida, obrigando os agentes a evacuar o espaço.
A Prefeitura informou que notificou a empresa Versátil Engenharia Ltda, responsável pela obra, que terá cinco dias úteis, contados a partir da data do temporal, para apresentar as medidas corretivas e o cronograma de execução dos reparos. O Paço também ressaltou que não haverá custos adicionais aos cofres públicos, já que o parque está no período de garantia de cinco anos.
Inaugurado em 22 de dezembro de 2024, a apenas nove dias do fim da gestão do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), o parque teve investimento total de aproximadamente R$ 70 milhões.
Ontem, a reportagem do Diário esteve no local e constatou que os estragos causados pela chuva ainda eram visíveis. Estruturas de concreto permaneciam danificadas e a água continuava turva, com excesso de terra. Apesar disso, equipes de manutenção já trabalhavam para reparar os danos.
Morador de São Caetano, o treinador de futebol Ricardo Gomes, 59 anos, disse que os problemas eram previsíveis. “Venho três vezes por semana para treinar. Sinto que quem fez a estrutura não planejou bem, porque aqui costuma chover bastante. Parece que esperaram acontecer algo assim para só depois decidir o que fazer”, afirmou.
Na pista de skate, um dos espaços mais movimentados, as aulas também foram prejudicadas. O professor são-caetanense Maurício Gouveia, 36, explicou: “A pista é bem bacana e está sempre limpa, mas quando chove é complicado. Os ralos não dão conta e ficam poças grandes, aí temos que puxar a água com rodo.”
A empresária Niusa Fimkler, 59, ressaltou que a intensidade do temporal também contribuiu, mas apontou pontos de melhoria. “Foi uma chuva muito forte, alagou a cidade inteira. Achei normal alagar, porque eram ventos de 120 km/h, algo surreal. Sinto falta de mais áreas verdes. Em dias de muito sol é ruim não ter árvores para fazer sombra”, disse a moradora.
Procurado, o ex-prefeito José Auricchio não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta edição.
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: Setecidades